O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 12/10/2021

Após a 1° e 2° Guerra Mundial, surgiu nos Estados Unidos o “American Way of Life”(estilo de vida americano), difundiu-se por intermédio da televisão, esse modelo de comportamento consumista, em que a felicidade estaria interligada aos bens materiais. Desse modo, na sociedade contemporânea, o consumidor compulsivo, sob influência de propagandas, torna-se refém do mercado,  logo, provoca o exceso de lixo e impactos ambientais.

Conforme a animação “Man” de Steve Cutts, nota-se a relação de exploração do homem consumista sobre a natureza. Observa-se a superioridade e insustentabilidade no estilo de vida do personagem, que ocasiona entraves como a superlotação de lixo, resultado do consumo descontrolado. Fora da animação, percebe-se na população brasileira, um consumo desnecessário que provoca consequência ambientais.

Segundo o filósofo economista britânico Adam Smith, o consumo é a única finalidade e o único propósito da produção. Logo, durante a pandemia do Covid-19, houve um aumento de compras onlines e casos de onimania, transtorno de compra compulsiva, por causa do constante desejo de se manter atualizado em produtos, como aparelhos celulares, tornando-se alvo para ser manipulado pelo marketing.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater o consumo desenfreado para evitar futuros impactos ambientais. Para isso, é papel do Ministério do Meio Ambiente, promover projetos para substituir o lixão por aterros sanitários, uma forma mais segura e eficaz para descartar rejeitos, além de ampliar a coleta de lixo regular em regiões periféricas, para impedir a superlotação de dejetos. Paralelamente, o Ministério da Educação, por meio de atividades lúdicas e palestras, sobre o consumo consciente, para que o aluno distancie da compulsividade de compras. Assim, a sociedade vai se reverter do cenário imposto no “American Way of Life”.