O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 15/10/2021
A Revolução Industrial ocorreu na segunda metade do século XVIII na Inglaterra e se espalhou por todo o mundo causando grandes transformações como o surgimento da indústria e a consolidação do capitalismo. Consequentemente, manifestou-se a obsolescência programada que ocorre quando um produto é fabricado com a predisposição de se tornar obsoleto.
Desta forma, os objetos serão rapidamente descartados e substituídos por outros, assim produzindo cada vez mais lixo no planeta. Primeiramente, podemos analisar a animação cinematográfica “Wall-E” que se inicia no ano de 2700, tendo como cenário principal o planeta Terra desabitado. Ele se apresenta como um grande depósito de lixo, no qual o personagem principal é enviado com o intuito de campactar e organizar todo esse entulho. Apesar de a história se passar no futuro ela se assemelha ao panorama atual brasileiro, em relação ao acúmulo de resíduos. De acordo com pesquisa realizada pela Agência Brasil, o Brasil é o 4⁰ país que mais produz lixo no mundo.
Segundo Karl Marx a sociedade está inserida no fetichismo da mercadoria, no qual as mercadorias deixam de possuir sua utilidade real e passa a atribuir valor simbólico, tornando-se objeto de adoração. O fetichismo é uma aparência ilusória de que os objetos que possuímos e consumimos nos fazem ser quem somos para que desta forma possamos ser aceitos pela sociedade e isto gera um consumismo desenfreado.
Portanto, para mitigar a problemática inerente à produção de lixo bem como o consumismo exagerado cabe ao Ministério do Meio Ambiente em parceria com os meios midiáticos por meio de campanhas conscientizar a população sobre as adversidades ocasionadas pelo lixo e pelo consumismo. De maneira análoga, se tais atitudes não forem tomadas, em um futuro próximo estaremos vivenciando a ficção retratada no filme “Wall-E”.