O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 20/10/2021
Com a regulamentação das leis trabalhistas no governo de Getúlio Vargas, as condições de trabalho e os salários aumentaram, como consequência, houve um aumento no consumo. Entretanto, junto com esse consumo exacerbado não se criou uma cultura de reciclagem e destinação correta do lixo produzido. Sob essa perspectiva, a razão motivadora, como o impacto do lixo urbano no meio ambiente, deve ser mudada sem morosidade.
Sob esse viés, evidencia-se que a cada ano, junto com o crescimento do país, a quantidade de lixo produzido cresce e tem como a principal causa a sociedade consumista. Dessa maneira, segundo dados de uma pesquisa feita pela Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), o volume do lixo produzido no Brasil aumentou 1,7% em 2015. Deste modo, a realidade é justamente o oposto, e o resultado desse contraste é claramente refletido no aumento do consumo desnecessário.
Ademais, é notório que a herança deixada pela sociedade consumista, é os impactos ambientais causados pelos lixos urbanos. Nesse viés, como apontado pelo sociólogo Zygmunt Bauman, " A falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da ’ modernidade líquida ’ vivida no século XXI." Consoante a isso, é de grande urgência que a sociedade se conscientize e não aceite a negligência do poder público diante das doenças e problemas ocasionados por lixos e lixões a céu aberto.
Infere-se, portanto, que medidas devem ser efetivadas a fim de mitigar o impacto ocasionado pelo problema. Logo, urge que o governo federal crie mais aterros sanitários, pontos de reciclagem e coletas seletivas eficientes com baixo riscos à saúde. Dessa forma, o Estado deverá introduzir palestras comunitárias e campanhas midiáticas que visem conscientizar a população sobre os riscos ocasionados pelo consumo desnecessário.