O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 21/10/2021

O romance filosófico “Utopia” - criado pelo escritor Tomas Muros no século XVI - retrata uma sociedade perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Fora da ficção, tal obra se encontra distante da realidade brasileira na questão do excesso de lixo e a sociedade de consumo. Mediante isso, questões como o consumo irracional e a ausência de participação governamental participam do problema.

Primeiramente, é importante ressaltar que o consumo desenfreado e a ausência de responsabilidade com o meio ambiente são fatores que participam do impasse. No documentário “Lixo Extraordinário”, é retratado a realidade dos catadores de lixo em um aterro sanitário, vivendo em condições insalubres com lixo em excesso, chorume, animais e mau cheiro. Diante dessa realidade, torna-se necessário o desenvolvimento dos “3R” na sociedade brasileira conhecidos como reciclar, reaproveitar e reutilizar para, consequentemente diminuir a contaminação dos solos e a poluição ambiental.

Ademais, a falta de participação governamental em relação a esse assunto também colabora para questão e deriva da ineficiência do poder público. Segundo o pensamento do filósofo John Locke, o Estado foi criado por um pacto social para assegurar os direitos fundamentais dos indivíduos e manter a harmonia social. Entretanto, torna-se notório o rompimento desse contrato social, visto que, devido à baixa atuação das autoridades o lixo vem se tornando um grande problema na vida dos cidadãos e tende a comprometer a qualidade de vida da população.

Portando, medidas são necessárias para resolver o impasse. Logo, cabe aos Estados e Municípios desenvolverem um projeto, em parceria com os prefeituras das cidades, que deverá aplicar os “3R” em todos os locais do Brasil, para que possa diminuir o lixo nos aterros e será realizado através do auxílio de uma equipe especializada para alertar e auxiliar a população na ação, a equipe deverá passar na cidade uma vez por semana para fiscalizar o cumprimento do projeto, por meio de um projeto de lei que deverá ser entregue à Câmara dos Deputados para, assim, minimizar o lixo e as consequências da sociedade do consumo no Brasil.