O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 21/10/2021

O consumo na sociedade conteporânea tem se tornado o pivô da auto-destruição da raça humana, já que está diretamente atrelado à produção desenfreada de lixo e escassez dos recursos naturais.

Em primeira análise, a cultura do consumo que foi criada pela sociedade capitalista tornou-se o pior inimigo dos recursos naturais, uma vez que o Brasil enfrenta os seus maiores números de queimadas e desmatamento ligados principalmente ao agronegócio (potência econômica do Brasil). Fundamentando-se nisso e no que foi dito pelo escritor José Saramago “Há uma cultura de banalização. Tudo é banal, tudo está sujeito ao consumo.”, a banalização se tornou tão real que indiretamente existe o financiamento da extinção da espécie humana.

Em segunda análise, a questão do lixo excessivo entrelaça-se diretamente com o consumo compulsivo e o silenciamento acerca desse tema por parte dos veículos de informação. Nesse contexto, o pensamento do filósofo Habermas que diz “A linguagem é a verdadeira forma de ação, precisamos falar do problema para depois intervir” transmite didáticamente a necessidade do debate em virtude da conscientização sobre a produção de lixo no país, a fim de desencadear as ações necessárias para o enfrentamento do problema.

Destarte, urge o problema do lixo e a sociedade de consumo no Brasil. Sendo assim, papel do Governo Federal entrar em parceria com os veículos de mídia e consórcio de imprensa para divulgar os números de descartes feitos no Brasil semanalmente e as suas consequências, através de pesquisas e balanços semanais nos vinte e seis estados brasileiros e o Distrito Federal. Com a finalidade de mapear os locais onde há maior produção de lixo e promover a conscientização, debate do tema e por fim a ação por parte da sociedade de reciclar e reutilizar contando com a criação de programas de incentivo à reciclagem,  já que em síntese, o tema transcendeu o domínio público e se tornou também um problema social.