O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 16/11/2021
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) possui 15 objetivos, dentre eles o estímulo sustentável de produção e consumo de bens e serviços, disposição final ambientalmente adequada de rejeitos e o incentivo à indústria da reciclagem. Ademais, a PNRS estabelece a integração do poder público, iniciativa privade e sociedade civil para a sua devida implantação e implementação. Contudo, uma década após o sancionamento dessa lei o Brasil ainda enfrenta grandes problemas perante a produção e descarte de lixo.
É primordial ressaltar que o pricipal fator contribuinte para a produção exacerbada de lixo é o consumismo. Por consequência, de acordo com a Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especias) houve um aumento de 12,3 milhões de toneladas na geração de resíduos sólidos por ano entre 2010 e 2019. Logo, se faz necessário uma mudança em como os cidadãos do Brasil consomem bens não duráveis para que em um futuro próximo seja priorizada a sustentabilidade.
Deve-se abordar, ainda, que apesar da PNRS estabeler ser primordial o descarte correto de lixo e a reciclagem, em 2020 a Agência Brasil divulgou que apenas 3,85% dos resíduos são reciclados ademais 49,9% dos munícipios pesquisados ainda se utilizam de lixões. Assim sendo, a ausência do poder público nesse setor gera consequências diretas ao meio ambiente (contaminação dos lençóis fréaticos e do solo) e a qualidade de vida imediata da população (proliferação de doenças como parasitoses e problemas ligados à poluição olfativa). Em síntese, locais adequados e bem estruturados para a destinação de résiduos está no melhor interesse da sociedade brasileira.
Portanto, é urgente que o poder público tome medidas que melhor assegurem a correta destinação de resíduos sólidos. Logo, cabe as secretarias municipais do meio ambiente, juntamente da polícia ambiental, a criação de um programa de fiscalização e incentivo ao melhor descarte de lixo.