O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 28/10/2021

Na música “Absurdo”, interpretada por Vanessa da Mata, retrata um cenário caótico do ser humano contra o meio ambiente. De fato, a sua afirmação está coerente com a realidade contemporânea quando se refere aos impactos causados pelo lixo e a sociedade de consumo no Brasil. Com efeito, percebe-se a consolidação de um grave problema socioambiental, em virtude consumismo exacerbado, consequentemente, pela ausência de investimentos públicos para coleta seletiva.

Em primeiro plano, convém enfatizar que a cultura do consumismo exagerado está entre uma das principais causas do acúmulo de lixo no âmbito social. Nessa óptica, de acordo com Theodor Adorno, filósofo alemão, destava que a indústria cultural possui padrões que se refere na intenção de formar uma estética ou percepção atrelada ao ato de ter bens acumulados. De maneira análoga, acaba por comprometer o equlíbrio ambiental e o homem no seu meio social, pois ingere alternativas que não solidificam a uma posição de bem-estar coletivo, visto que esse bem é composto pela harmônia de todas as coisas que contemplam a interação ecológica. Dessa forma, enquanto nada for feito para mudar esse cenário, o problema do lixo permanecerá constante no Brasil.

Ademais, vale ressaltar que a ausência de investimentos públicos para coleta seletiva é um dos fatores que agravam o impasse. Nesse contexto, conforme o livro “Sabedoria das Multidões”, de James Surowieck: é mais efeciente um grupo unido discutir soluções e tomar decisões idôneas. Sob esse viés, nota-se que para haver a alternativas eficazes para o descartes de lixos orgânicos e inorânicos é preciso de soluções do estado para viabilizar a seleção dos resídos, logo, quando são descartados de maneira errada causam impactos ambientais, tanto em lençois freáticos quanto na proliferação de insetos e doenças que podem causar danos ao ecossistema. Assim, trazer à pauta esse tema e debatê-lo amplamente aumentaria as chances de atuação nele.

Portanto, é indispensável a adoção de medidas capazes de assegurar a resolução do problema. Para tanto, é dever do Governo Federal, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente - como promotores de bem-estar socioambiental - desenvolver um projeto em escolas e univerdades para discutir a coleta seletiva, embora que, a grande maioria da população desconhece de como se destina cada lixo, isso implicará na educação ambiental em promover ação coletiva em prol de um bem comum. Além disso, destinar verbas públicas para a manutenção do descarte de lixos orgânicos, inorgânicos e eletrônicos, a fim de amenizar os impactos que esses produtos causam para o meio ambiente. Feito isso, a sociedade viverá em constante equilíbrio com o meio, e fará jus ao que prega James Surowieck.