O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 17/11/2021

O capitalismo é o atual sistema econômico brasileiro e é pautado no fluxo de mercadorias, o que acaba estimulando o consumo desenfreado. Todavia, o consumismo é maléfico para o meio ambiente, uma vez que gera enorme quantidade de lixo. Sob esse prisma, é crucial analisar o consumo impulsivo e o mau destino do lixo como catalizadores desse entrave.

De início, o consumismo é reflexo do estilo de vida pós moderno. Marx, o pai do comunismo, desenvolveu o termo “fetichismo da mercadoria” pelo qual afirma que a sociedade compra por impulso e não por necessidade, estimulada pela tática capitalista, a qual disponibiliza produtos chamativos mas que quando comprados logo se tornam obsoletos coagindo, assim, os indivíduos a descartá-los e adquirirem novas mercadorias. Essa tese marxista é uma realidade brasílica, pois explica o motivo do país ocupar o 4ºlugar no ranking do consumismo mundial, segundo dados do site “agendabrasil.com”. Dessa forma, o capitalismo gera um ciclo interminável de consumo.

Posteriormente, o destino inadequado desses resíduos causa danos ao ambiente. Isso porque muitas regiões não apresentam coleta adequada de lixo, em especial as mais longínquas do país, gerando acúmulo de detritos em rios e matas, por exemplo, contaminando-os. Além disso, mesmo em cidades em que há coleta de lixo ele não desaparece após o descarte, pelo contrário, ele acaba em aterros ou lixões, ocupando demasiado espaço, atraindo insetos e doenças. Diante disso, é fundamental repensar o descarte de resíduos.

Em suma, urge que o Ministério do Meio Ambiente estimule o consumo consciente, através de vídeos explicativos, transmitidos em horário nobre da TV e do rádio, os quais abordem de forma didática consequências ambientais, visando frear o consumo compulsivo. Outrossim, cabe as prefeituras municipais ampliarem a coleta de lixo, por meio da contratação de mais funcionários para realizar tanto a coleta tradicional quanto a reciclagem, a qual reduz o volume de lixo descartado e poupa recursos naturais, com o intuito de sanar a questão do acúmulo.