O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 27/02/2022

De acordo com o químico Lavoisier, não há criação nem destruição de matéria e, sim, uma transformação da mesma. No entanto, milhares de objetos são jogados no lixo todos os dias e a sociedade faz muito pouco para reutilizá-los.

Por certo que vivemos em uma sociedade consumista. Ademais, a facilidade de se fazer compras na internet com certeza intensificou a compra de artigos desnecessários. Não surpreendentemente, quando parte dessas mercadorias provam-se inúteis, terminam jogadas no lixo. Em concordância, segundo o instituto GEA, só a cidade de São Paulo coleta 14 mil toneladas de lixo todos os dias. Inquestionavalmente, o consumismo dos indivíduos é o que produz esse lixo, porém, esses indivíduos não possuem meios para realizar um tratamento químico a fim de reciclar esses resíduos, por isso, cabe as empresas que os produziram reciclar seus materiais.

No Brasil, já existem leis que obrigam os fornecedores a cuidar dos descartes dos seus produtos. Por exemplo, indústrias e verejistas no ramo de pilhas e baterias precisam compravar que recolhem os produtos usados dos seus clientes. Dessa forma, os metais pesados no interior das baterias que contaminariam o meio ambiente retornam aos fornecedores e são tratados por meio de processos químicos para que possam ser descartados de forma segura. Evidentemente, ações como essa deveriam ser estendidas para outras classes de manufaturas.

Em suma, as indústrias, aliadas a um perfil consumista da população, geram uma grande quantidade de lixo. Para que essas empresas assumam a responsabilidade por esses resíduos, o Poder Legislativo deveria criar leis semelhantes a lei da coleta de pilhas e baterias para outras classes de produtos. Dessa forma, espera-se que esse lixo seja reciclado, transformado em matéria prima novamente e reintegrado ao ciclo produtivo.