O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 11/05/2022
O documentário “Ilha das flores”, produzido em 1989, por Jorge furtado, aborda a problemática da separação de lixo inadequada e do deperdício alimentício ao retratar o local de despejo do lixo em Porto Alegre. Fora das telas, a obra relaciona-se ao contexto da cultura do desperdício no Brasil. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas a fim de alterar a situação, que tem como causas o ritmo de vida acelerado da população e a negligência governamental.
Em primeira análise, conforme descrito pela jornalista Eliane Brum, no texto “Exaustos, correndo e dopados”, a sociedade encontra-se em um momento no qual precisa produzir o tempo todo: “24 horas por dias, sete dias por semana”. Por conta disso, verifica-se que a população, por estar nesse ritmo de vida acelerado, não dá a devida importância ao desperdício no Brasil, já que não tem tempo ou responsabilidade social para se informar sobre a separação e o descarte de lixo, ou de fazer sua parte no consumo apenas do que será necessário. Esse problema faz com que as mazelas do despejo impróprio de lixo sejam agravadas e deixadas de lado, pois não são prioridade na rotina da maioria dos indivíduos.
Cabe mencionar, em segundo plano, que a negligência governamental representa um grande obtáculo para a resolução do desperdício no Brasil. Nesse contexto, de acordo com Gilberto Dimenstein, em seu livro “O cidadão de papel”, o Brasil é marcado pela não aplicação prática dos mecanismos legais, como a Constituição de 1988. Dito isso, pode-se afirmar que o tema discutido vai ao encontro do cenário postulado pelo jornalista. Essa situação ocorre de tal forma que o descarte inadequado e desnecessário de alimentos continua acontecendo, uma vez que o governo não faz sua parte na conscientização populacional, no despejo adequado de lixo e na fiscalização de medidas impostas. Consequentemente, o resultado é o desequilíbrio ecológico, e o Artigo 225 é ferido, o que prejudica o ecossistema.
Logo, o Ministério do Meio Ambiente deve criar campanhas educativas no meio físico e virtual por meio da divulgação de propagandas em panfletos e redes socials, como Instagram e Facebook. Essa medida tem o intuito de instruir a população acerca do desperdício no Brasil, findando com a falta de responsabilidade social e, também, com a negligência governamental.