O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 22/06/2022
No filme “WALL-E”, feito pelo estúdio Pixar, mostra-se uma realidade em que o ser humano fugiu para o espaço por causa da poluição do planeta promovida pelo lixo. Análogo ao filme, o Brasil apresenta diversos problemas com a produção exa-gerada de resíduos, como poluição ambiental e proliferação de doenças, que são destacados com o avanço do consumismo e com o pouco investimento em redes de coleta e reciclagem.
Primeiramente, vale ressaltar o fato de que, segundo o estudo feito pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF), o Brasil encontra-se como o quarto maior país produtor de lixo no mundo, produzindo cerca de 514 mil toneladas de resíduos por dia, tendo apenas 1,28% de seu lixo total reciclado. Com isso, analisa-se que o lixo produzido é consequência direta da “sociedade do consumo”, em que há uma pro-dução em larga escala de material, seguida do consumo exagerado por parte da população e, por fim, o descarte inadequado dos resíduos. Assim, promove-se a poluição ambiental, caracterizada pela contaminação dos lençóis freáticos através do chorume produzido em lixões, e a proliferação de doenças advindas de insetos, como a dengue e a chikungunya.
Com o estudo das determinadas consequências provenientes do acúmulo de lixo no Brasil,visando uma melhora na situação, o Governo Federal promulgou a Políti-ca Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), estabelecida no ano de 2010. A PNRS proí-be a manutenção de lixões a céu aberto, um dos principais produtores de churu-me. Porém, as medidas tomadas mostraram-se ineficientes, pois o uso dos lixões continua consolidado na atualidade, tendo 2,5 milhões de toneladas de resíduos depositados. Além disso, a falta de investimento na área da coleta seletiva, que visa o consumo e descarte consciente, e no setor da reciclagem apenas faz com que os problemas advindos do lixo evoluam
Diante disso, visa-se a implementação de políticas públicas, promulgadas pelo Governo Federal, que promovam um desenvolvimento sustentável, abrangendo tó-picos como a coleta seletiva, reciclagem e o desuso de lixões. Dessa forma, a partir de panfletos e eventos em locais públicos, o pensamento sustentável será inserido no cotidiano brasileiro e, assim, haverá um país livre do lixo excessivo.