O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 10/08/2022
De acordo com a revista “superinteressante” existe um local, no oceano Pacífico, chamado de “ilha do lixo”, no qual são encontrados toneladas de dejetos que são resultados do descarte incorreto e do consumismo desenfreado humano. Nessa lógica, a fim de atenuar tais impactos ambientais, especialmente no Brasil, é necessária uma maior conscientização por parte das empresas capitalistas, além de reduzir a manipulação midiática sobre os indivíduos.
Em adição a isso, vale salientar que a produção do lixo está diretamente ligada ao consumismo exacerbado da população, visto que, com tal atitude, há um aumento na quantidade de materiais em circulação na sociedade. Nesse sentido, muitas empresas utilizam-se do que o investidor “Alfred P. Sloan” chama de “obsolescência programada”, ou seja, os produtos têm vida útil delimitados e escolhidos previamente. Desse modo os consumidores necessitam está em constante troca, de modo que acarreta a geração de mais resíduos e de um consumo irracional por parte dos indivíduos.
Outrossim, vale ressaltar que as mídias, sejam elas sociais ou televisivas, têm um grande poder de manipulação, de modo a construir uma sociedade mais consumista e geradora de dejetos. Isso porque vivemos em uma população na qual é preciso “ter” para “pertencer”, o que corrobora um consumismo alienado e infundado, de maneira a negligenciarem os impactos ambientais causados, nesse caso, pela alta produção de resíduos. Nessa perspectiva, o sociólogo Theodor Adorno diz que o meio midiático cria uma “indústria cultural”, ou seja, produzem mercadorias que promovem uma satisfação compensatória e efêmera, de forma que os efeitos negativos, como a produção de lixo e a alienação, são banalizados.
Portanto, com o objetivo de reduzir a produção de lixo e o consumismo no Brasil, o Ministério do Meio Ambiente, juntamente com as prefeituras, devem investir capital na criação de palestras que convidem ambientalistas e sociólogos para dissertarem sobre os perigos do consumismo atrelados à geração de dejetos, de modo a conscientizarem a população sobre tal problemática. Além disso, as escolas podem criar feiras científicas/gincanas que consigam, de forma lúdica e objetiva, desconstruir o ideal de pertencimento a partir do consumo irracional.