O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 03/08/2022
Na música “7 rings”, a cantora Ariana Grande diz que ela tem o poder de comprar tudo o que deseja a qualquer momento. Essa lógica consumista mostrada na canção também é diariamente vivenciada pelos brasileiros. Faz-se, assim, necessária uma análise de como se origina tal sociedade do consumo e a atuação do lixo proveniente de tal sistema, a fim de propor medidas que, de fato, sanem esta problemática.
É válido comentar, inicialmente, que desde o início do capitalismo há um incentivo ao consumo desenfreado de bens não duráveis. Isto se dá pois, com a transição da produção manufatureira para a maquinofatureira na revolução industrial, os produtos se tornaram mais fáceis de serem produzidos em larga escala, porém com um valor e uma durabilidade menor. Nessa lógica de consumo, um indivíduo é “obrigado” a comprar, por exemplo, 100 exemplares de um produto durante a vida para suprir suas necessidades, enquanto apenas 10 de maior qualidade cumpririam a mesma função, diminuindo a quantidade descartada.
Ademais, é importante apontar que os produtos descartados inadequadamente trazem consequências a curto e longo prazo para a sociedade. Com a alta produção de lixo feita diariamente, associada ao desamparo sanitário brasileiro, as cidades acabam ficando poluídas. Isso é visível atualmente com alagamentos derivados do acúmulo de lixo em esgotos. Tal fato é preocupante pois se mostra contínuo, como apontado pelo site “UOL” que em 2019 cerca de 40% dos dejetos produzidos foram descartados incorretamente.
Diante disso, cabe ao Governo Federal, por meio do ministério da saúde, implantar medidas que diminuam o consumo e, consequentemente, o lixo. Isso deve se dar q partir de incentivos fiscais à empresas que fazem produtos com alta durabilidade e que se responsabilizam pela coleta de tais produtos quando estes, de fato, não forem mais úteis. Assim, o lixo e o consumo diminuirão.