O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 20/08/2022

É sabido que, segundo a Constituição de 1988, todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Desse modo, é dever do Poder Público e da coletividade defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. Nesse sentido, refletir sobre o lixo e a sociedade de consumo no Brasil é imprescindível, uma vez que esses dois fatores trazem prejuízos não só a natureza, mas também ao homem, sendo os responsáveis pela atual crise do lixo no país.

Em primeira análise, é fato que o mundo globalizado é movido pela esfera do capitalismo. Dessa forma, é possível perceber que quanto maior o poder de compra, maior é a quantidade de lixo produzida pelas pessoas. A exemplo disso, segundo o site da Radio Agência Nacional, anualmente são produzidas 80 milhões de toneladas de resíduos dentro do território nacional. Assim, desde que a ideologia do “American Way of Life” - modelo americano que exalta o consumismo exarcerbado - foi adotada pelo povo brasileiro, o alto índice de consumo tem gerado uma economia linear e irresponsável que promove prejuízos socioambientais.

Outrossim, há um grande potencial de reciclagem do lixo que não é explorado, já que a banalização do descarte é uma consequência direta da obsolescência programada na sociedade. Nesse sentido, a Fundação Ellen Macarthur busca amenizar os impactos causados por essa economia não sustentável, auxiliando as indústrias a implementar a economia circular - reaproveitamento de recursos. Dentro dessa ótica, é possível perceber que se o país der continuidade a essa ideologia inspirada apenas no consumo e no fácil abandono, problemas como a contaminação dos solos e da água, a poluição atmosférica, a proliferação de vetores e até a bioacumulação em níveis tróficos vão ser intensificados.

Desta feita, a real necessidade de ações governamentais movidas pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com as empresas nacionais, faz-se no direcionamento de verbas para a adoção do Marketing Verde - ideia de que consumir algo sustentável é melhor. Assim, por meio das mídias sociais e das embalagens dos produtos instigar a consciência da população em relação ao seu dever de comprometimento com o meio ambiente já citado na Constituição, preservando o presente e as gerações futuras