O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 17/09/2022

Em 1889, o filósofo Raimundo Teixeira Mendes adaptou o lema “Ordem e Progresso” não só para a bandeira nacional brasileira, mas também para o país que enfrenta inúmeros empecilhos para o seu desenvolvimento, como o crescente espírito do consumismo que gera a produção de lixo. Nessa perspectiva, tal panorama decorre de uma vasta negligência governamental agregada a uma banalização pública e o desconhecimento dos efeitos da demanda desacerbada.

Diante desse cenário, é fulcral ressaltar o descaso do governo em não promulgar quantias máximas de lixo gerado pelos cidadãos, ocasionando assim, na deposição incorreta em locais como rios, mares e lixões a céu aberto. Seguindo essa análise, de acordo com pesquisas feitas em pelo site G1, em 2020, ocorreu o aumento de mais 50% da produção de detritos nas grandes cidades do país. Isso se explica pelo fato da reclusão devido à pandemia da Covid-19 que desencadeou ansiedade e intensificou a necessidade de compra. Contudo, os resíduos são jogados em áreas impróprias, fator que causa o aumento de doenças por contaminação das águas.

Ademais, salienta-se a indolência corporativa sobre essa problemática, visto que não se é ensinado e transmitido sobre a enormidade de riscos concebidos acerca da poluição pelo lixo. Sob esse viés, segundo o filósofo Thomas Hobbes, é afirmado que o homem é o lobo do homem, esse contexto vai ao encontro da banalização e do egoísmo social, o qual busca o lucro acima de tudo. Desse modo, pode-se corroborar a obsolescência programada de um celular, em que ele é programado para durar durante poucos anos e logo em seguida ser trocado, sem assim, tratar dos rumos de seu descarte inadequado.

Portanto, é de indubitável importância que o governo federal, na condição de garantidor dos direitos individuais do cidadão, promova políticas públicas para mitigar esse óbice. Para tanto, é primordial a implementação de leis que assegurem a maior estrutura para o despojo adequado e tratamento dessas impurezas, por meio de pesquisas e cursos visando o aprimoramento do saber. Bem como, é necessário a conscientização popular mediante à reportagens, bate-papos e aulas sobre o tema. Logo, será possível almejar o bem-estar social, a diminuição das várias poluições e o cumprimento da adaptação feita em 1889.