O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 07/11/2022
A Conferência ECO-92 representou um importante debate mundial sobre como preservar o meio ambiente e criou propostas para atingir esse objetivo. O Brasil atual, entretanto, não conseguiu efetivar essa demanda, uma vez que o excesso de lixo gerado pelo elevado consumo da população ainda representa um impasse para o país. Nesse sentido, convém analisar o consumismo como causa desse problema e as consequências negativas geradas na natureza.
Sob essa ótica, a compra excessiva de produtos pelos brasileiros evidencia o volume exorbitante de resíduos no território. Nesse contexto, o conceito sociológico de “Sociedade de Consumo” explica que o mercado agrega aos objetos valores de prestígio social para estimular o consumismo dos indivíduos mesmo quando não há necessidade real de compra. Desse modo, o elevado consumo gera o grave acúmulo de lixo descartado de forma inadequada pelos consumidores diariamente e causa complicações negativas para o ambiente. Assim, enquanto esse padrão de aquisição se mantiver, o acúmulo de dejetos se perpetuará.
Ademais, o volume elevado de lixo fragiliza a conservação da natureza. Nessa perspectiva, a Constituição Federal de 1988 assegura a proteção do meio ambiente à presente e às futuras gerações. Nesse viés, a queima dos resíduos, a utilização de aterros sanitários e de lixões representam o descarte inadequado existente no país, que ocasiona consequências negativas ao ambiente, como a poluição da atmosfera por gases tóxicos e a contaminação do solo e dos corpos de água. Dessa forma, não há como preservar a natureza, o que torna a lei uma utopia.
Entende-se, portanto, que a alta quantidade de resíduos gerados pelo consumo da sociedade prejudicam o meio. Logo, cabe ao Estado, na condição de garantidor dos direitos individuais, realizar o descarte adequado dos dejetos e diminuí-los, por meio da inclusão de uma coleta seletiva semanal em todas as cidades do Brasil e da conscientização da nação sobre o tema, para que ocorra maior adesão a campanha, bem como a queda do consumismo e da geração de lixo. Espera-se, com isso, diminuir os problemas decorrentes desse acúmulo e que o governo passe a cumprir com a preservação do meio ambiente como está proposto na Carta Magna.