O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 10/11/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o Brasil é o 5º maior produtor de lixo eletrônico, de modo que é descartado incorretamente e dificulta a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da banalização quanto da influência midiática. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral ressaltar a mediocrização mediante o impasse. De acordo com o sociólogo alemão Georg Simmel, a “atitude blasé” ocorre quando o indivíduo passa a agir com indiferença mediante às situações que ele deveria dar atenção. Sob o mesmo ponto de vista, pode-se perceber que a sociedade está cada vez mais preocupada em consumir novas tecnologias e “estar na moda” do que com o impacto que o descarte incorreto de aparelhos eletrônicos causa no meio ambiente. Além disso, banalizam o ato de jogar pilhas, celulares e notebooks velhos em lixos normais, já que não se importam com a contaminação do solo e da natureza. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a sociedade consumista contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Ademais, é importante pontuar que o aumento do número de lixo eletrônico possui estreita relação com a influência midiática. Percebe-se, no cenário do filme Wall-E, que mostra o planeta Terra totalmente inabitável e consumido pelo lixo, uma realidade paralela à vivenciada pelos brasileiros. Isso se evidencia por consequência das indústrias publicitárias estarem procurado maneiras de vender cada vez mais tecnologias, ao criar propagandas persuasivas ao consumidor e visando sucesso financeiro. Ainda que as empresas de merchandising possuam inteligência para vender produtos, não são capazes de reciclá-los e descartá-los de forma correta para evitar a poluição ambiental. Logo, é indamissível que esse cenário continue a perdurar.
Portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de amenizar o descarte indevido de lixo eletrônico, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio da Organização Mundial da Saúde, será revertido em verbas, por meio da criação de postos de descarte tencológico, e de campanhas informativas sobre os malefícios causados ao meio ambiente pelo acúmulo desnecessário de lixo de aparelhos digitais, - e também por meio da reutilização de peças antigas em novos eletrônicos, que as empresas de produção irão coletar dos postos de descarte -, a fim de amenizar a contaminação da natureza e manter o meio ambiente um local habitável para o ser humano.