O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 12/11/2021
Na animação “Wall-e”, o planeta terra é exposto completamente poluído e inabitável devido a anos de consumo desenfreado e, por conseguinte, alta produção de resíduos criada por humanos. Para além da narrativa, a atual situação do Brasil está cada vez mais próxima do destino retratado no filme, pois muitos brasileiros estão consumindo progressivamente mais, e, paralelamente, produzindo mais lixo. Nesse viés, torna-se primordial analisar as causas dessa problemática, dentre as quais se destacam a negligência governamental na educação da sustentabilidade e as compras desnecessárias de eletrônicos para a manutenção do status social – como a troca de celular por ano conforme sua atualização.
A princípio, é evidente que o descuido do Estado com a educação potencializa os impactos do e-lixo no meio ambiente. De acordo com a Constituição de 1988, é obrigação do Governo Federal atribuir a população uma educação eficiente, que vise contribuir com a sociedade, direta ou indiretamente. Sob essa ótica, a educação sustentável prioriza melhorar as condições de vida do meio ambiente, o que, consequentemente, traz benefícios à população. À vista disso, é necessário que os ensinamentos acerca da sustentabilidade, ou seja, de um consumo consciente e do descarte correto de eletrônicos, se torne algo imprescindível na rotina de brasileiros.
Ademais, é notável que a aquisição de produtos eletrônicos, especialmente os mais cobiçados, é uma maneira de ascender socialmente. Segundo o autor do artigo “Teoria do Espetáculo”, Guy Debord, as pessoas estão constantemente dispostas a mostrarem frações de suas vidas, isto é, uma farsa representação de luxo e felicidade a partir de suas posses. Nessa perspectiva, a compra de aparelhos eletrônicos de última geração torna-se necessária para minimizar a sensação de inferioridade causada pelo espetáculo das outras pessoas, além de poder exibí-los, posteriormente. Sendo assim, a constante substituição de eletrônicos por versões atualizadas intensifica o acúmulo de e-lixo no país, o que coloca em risco a natureza nacional.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar o consumismo descontrolado dos brasileiros. Desta forma, a fim de reduzir a produção de e-lixo no Brasil, é preciso que o Ministério da Educação, em parceira com o Ministério do Meio Ambiente, - por intermédio de veículos de informação – divulgue instruções de como consumir conscientemente, como, por exemplo, ilustrar situações em que não é preciso obter aquele eletrônico. Espera-se, assim, que o futuro do meio ambiente brasileiro fique distante do retratado em “Wall-e”.