O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 18/03/2022

No filme de animação “Wall-E”, é retratado um cenário de grande acúmulo de lixo no planeta, tornando-o inabitável. Nesse sentido, infere-se no âmbito da realidade, uma preocupação relativa à problemática de aumento do lixo eletrônico no Brasil, causado pela ineficácia legislativa e o consumo exacerbado de eletrônicos, resultando assim, em impactos ambientais graves.

Em primeira análise, é importante destacar a ineficiência legislativa como um dos motivos do impasse. Sob essa perspectiva, a Política Nacional de Resíduos Sólidos foi implementada com a finalidade de descartar o lixo de forma adequada e evitar a contaminação ambiental. Contudo, segundo estudo no ano de 2021 realizado pelo Green Eletron, o Brasil ainda é o quinto maior produtor de detritos eletrônicos do mundo, mostrando portanto, a pouca aplicação da Lei.

Além disso, a aquisição exagerada de eletrônicos corrobora para os impactos de resíduos na natureza. Assim sendo, o pensamento do filósofo Rosseau “O homem nasce livre e por toda a parte encontra-se acorrentado”, explica com maestria o consumismo, o qual, influencia os indivíduos a estarem “presos” ao desejo de possuir mais produtos sem a real necesssidade, resultando dessa maneira, em um maior número de detritos tecnológicos no planeta.

Logo, é fundamental a adoção de providências que possam minimizar o entrave. Inicialmente, o Ministério do Meio Ambiente, órgão protetor dos recursos naturais, deve assegurar a aplicabilidade da Lei, por meio da fiscalização de empresas e pessoas, objetivando a garantia do descarte adequado do lixo, assim como sua reciclagem. Ademais, a população deve adotar o uso consciente e sustentável, aderindo a troca de aparelhos tecnológicos apenas quando necessário. Assim, o ocorrido na animação “Wall-E”, permanecerá somente na ficção.