O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 10/11/2021
A nanotecnologia — inteligência digital popularizada no final do século XX — possibilitou o desenvolvimento de aparelhos eletrônicos cada vez menores. Todavia, ao passo que o tamanho dos dispositivos diminuí, um grave problema cresce com frequência no Brasil: o lixo eletrônico. Com efeito, a manobra econômica pós-moderna e a alienação do destino do e-lixo protagonizam a manifestação desse revés.
Em primeira análise, o consumismo moderno potencializa a manutenção do lixo eletrônico. Desse modo, a crise de 1929 — conhecida como a crise do capitalismo — possibilitou uma mudança no cenário produtivo e instaurou a obsolescência programada nas mercadorias. Em decorrência disso, essa manobra econômica diminuiu a vida útil dos aparelhos o que gera um ciclo vicioso do consumismo e, por consequência, uma acumulação do e-lixo sem a devida responsabilidade. Logo, o comportamento consumista inviabiliza uma educação sustentável e corente.
Outrossim, a alienação do descarte correto desses dispositivos prejudica o equilíbrio do meio ambiente. Nessa lógica, a bioacumulação — fenômeno no qual substâncias químicas são assimiladas pelo organismo — é presente no cenário ambiental, uma vez que o descarte indevido de eletrônicos libera para o ambiente componentes químicos nocivos. Nesse viés, a disseminação do e-lixo no lixo comum acarreta graves prejuízos para o solo do aterros, como também, estende-se aos lençóis freáticos e aos rios, os quais acumulam essas substâncias tóxicas. Assim, não é razoável que uma nação que busca tornar-se desenvolvida, persista em contaminar o meio ambiente.
Impende, pois, mitigar os impactos ambientais gerados pelo lixo eletrônico no Brasil. Para tanto, urge que as escolas — responsáveis pela reformulação da mentalidade social — combatam o comportamento consumista, mostrando suas consequências para o ecossistema, além de ensinar o descarte correto dos aparelhos, por intermédio de palestras e de debates em salas de aula. Essa medida teria a finalidade de orientar o cidadão no seu dever com o meio ambiente e permitir alternativas coerentes e sustentáveis para o destino do lixo eletrônico no país. Dessa forma, será possível conciliar os avanços tecnológicos e o equilíbrio ambiental.