O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 11/11/2021

No ano de 1987, na cidade de Goiânia, ocorrera o maior acidente envolvendo material radioativo do Brasil, após um grupo de catadores de lixo encontrar césio-137 em um terreno abandonado por um antigo hospital. Nesse sentido, é nítido que o incorreto no país é uma realidade que não dimensiona os efeitos a curto e longo prazo na sociedade. Assim, é indubitável a necessidade de se inviabilizar o descarte incorreto de lixo eletrônico por parte da população leiga e, simultaneamente, incentivar a indústria a procurar aparelhos elétricos com componentes mais biodegradáveis.

Constata-se, a princípio, que a proliferação de aparatos de cunho tecnológico no Brasil  tomou conta dos fluxos dos mercados atuais. Segundo dados divulgados pelo IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia Estatística), aproximadamente 67% do que é comercializado hoje no Brasil é ou possui sua origem atrelada a algum aparato tecnológico. Desse modo, hodiernamente como a tecnologia está intrinsecamente associada a vida moderna, torna-se fundamental o seu uso e seu consequente descarte correto uma vez que, elementos químicos como Cadmio, Mercúrio, Chumbo além de uma longa degradação no meio ambiente são, invariavelmente, nocivos à saúde humana. Em suma, embora não seja hábito no corpo social a divisão do seu lixo doméstico, ela é fundamental principalmente no que se refere à celulares, computadores pilhas e baterias já que essas são as maiores responsáveis por danos ao solo e ao meio ambiente quando expostas inadequadamente.

Ademais, o setor industrial também carrega parcela de culpa no acúmulo de lixo eletrônico devido ao uso excessivo de componentes tóxicos presentes nos principais aparelhos. Comparativamente com os principais países do continente Europeu, a técnica nomeada de logística reversa ja é uma realidade por lá e trata-se do estabelecimento de um mecanismo de retorno do material eletrônico partindo do comprador até a indústria novamente. Contudo, no Brasil a aplicação dessa técnica se encontra longe da realidade da sociedade uma vez que até mesmo o destino final do lixo produzido por aqui, apenas 30% é passado por alguma forma de filtro ou serapação, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente.

Assim, a transformação desse contexto que produz muito material tóxico e posteriormente não consegue direcioná-los é fundamental se o objetivo for preservar o meio ambiente e a saúde humana. Portanto, o Poder Legislativo deve, por intermédio de um projeto de lei, estabeleçer obrigatório a aplicação da Logística Reversa no Brasil na qual a sociedade civil possa levar seu produto eletrônico e para tornar isso atrativo, deverá ser obrigatório a indústria fornecer desconto na compra de um novo aparelho tecnológico a fim de diminuir o consumo desnecessário de materiais tóxicos, promover a reutilização desses materiais e ,simultaneamente, impedir novos casos como o de Goiânia.