O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 11/11/2021

O filme da Disney “Walle-e” introduz uma temática quanto ao excesso de lixo gerado pela população mundial, abordando, também, os impactos da falta de métodos de reciclagem no dia a dia. Fora da ficção, é notório que a obra possui, infelizmente, verossimilhança no que tange a uma questão de altíssima relevância na sociedade brasileira atual: o lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente. Diante desse cenário, é correto afirmar que a inércia governamental e o descarte inadequado desse lixo são fatores que sustentam a problemática reiterada.

Nesse contexto, denota-se que o Estado tem a função de mitigar os impactos do lixo eletrônico no país, conquanto ele não age com esse propósito. Desse modo, segundo a Constituição Federal de 1988, é dever do âmbito governamental proteger e resguardar o meio ambiente, porém, fora desse pressuposto legal, não é assim que ocorre. Sob essa ótica, fica necessário analisar os dados do site Agência Brasil, os quais demostram que o Brasil é o quinto país que mais descarta aparelhos, peças e componentes de tecnologias no mundo, embora seja um dos países que menos informa sua população acerca desse descarte e as consequência do mau uso dele. Em suma, fica evidenciado que o governo tem um importante papel no combate dos danos do e-lixo - lixo eletrônico - dentro do território nacional, evidenciando, portando, a grande necessidade de agir contra a desinformação de seu povo.

Ademais, é urgente perceber que o ato de jogar fora o lixo de maneira inadequada ou sem uma seleção prévia degrada, mormente, as paisagens naturais da nação. Nesse sentido, o filme “Walle-e”, previamente citado, faz referência ao amontoado de lixo produzido pelos habitantes terrestres, os quais acabaram com a vida no planeta ao não promover uma coleta ou um tratamento adequado de diversos tipos de resíduos, tais como os eletrônicos. Dessa forma, percebe-se que o descarte inadequado de peças computadorizadas traz inúmeros problemas à manutenção dos biociclos e biomas existentes, agravando, por conseguinte, impactos e desastres ambientais. Em síntese, torna-se passível de compreensão que esses resíduos tecnológicos devem, sobretudo, receber um tratamento adequado.

Destarte, em vista dos fatos supracitados, é notória a necessidade de intervenção. Logo, a fim de mitigar os impactos do e-lixo no Brasil, urge ao Ministério da Educação e da Cultura promover programas socioeducacionais que visem instruir a população quanto ao devido descarte do lixo eletrônico, por meio de propagandas em veículos de comunicação. Isso pode ocorrer, por exemplo, com o auxílio de profissionais competentes na área biológica e pedagógica durante a criação desses conteúdos. Por fim, espera-se não só uma melhora na realidade dos resíduos tecnológicos no país, mas também que futuros iguais os do filme “Walle-e” possam ser evitados.