O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 11/11/2021
Na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada na cidade do Rio de Janeiro, foi definida um plano de metas chamado de Agenda 21. Dessa forma, 129 países comprometeram-se a propor melhorias que beneficiasse a sustentabilidade, saúde e qualidade de vida. No entanto, verifica-se que no Brasil ainda há uma ausência na preocupação sobre os impactos dos lixos eletrônicos, devido à ineficiência das políticas públicas. Além disso, a baixa educação de parte da população sobre o descarte correto de eletrônicos agrava ainda mais toda a situação.
Inicialmente, vale ressaltar o filme “Interestelar”, que narra a história do engenheiro Joseph Cooper. Em síntese, é retratado a época de uma terra com esgotamento de reservas naturais, cujas as marcas de poluição e desiquilíbrio ambiental estão representes em todo o filme. Fora da ficção, nota-se um paralelo com o filme e a futura situação da terra, visto que não há uma preocupação das políticas públicas em preservar o de hoje para não comprometer os recursos futuros, principalmente com o lixo eletrônico. Dessa forma, verifica-se que, enquanto o Estado não certificar ações governamentais para estimular a sustentabilidade do lixo, a consequência será que perpetuará um padrão cíclico de poluição ambiental, que vai contra totalmente o plano de metas da Agenda 21.
Em segundo lugar, outro desafio que precisa ser combatido é a baixa educação sobre o descarte correto do lixo. Segundo o filósofo brasileiro Paulo Freire em seu livro “A pedagogia do Oprimido”, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Dessa forma, torna-se evidente da necessidade de auxiliar a população, de maneira educacional, sobre como é o descarte correto de componentes eletrônicos, em razão que a sociedade brasileira considera normal juntar pilhas, e componentes semelhantes no lixo doméstico. Desse modo, entra em acordo com o conceito de “A banalidade do mal” da filósofa Hannah Arendt, o qual define que uma ação é realizada tantas vezes que aceitamos as situações sem questionar, precisamente como acontece no Brasil.
Portanto, é necessário que o Ministério da Cidadania, por intermédio do Congresso Federal, crie novas políticas públicas para estimular o descarte correto de componentes eletrônicos. Dessa maneira, é imprescindível a criação de leis que favoreçam o desconto na aquisição de novos produtos se o cliente disponibilizar o produto anterior para a reciclagem, assim como é fundamental multa severa para as empresas que não adotarem tal regulamento. Ademais, é essencial também a criação de campanhas midiáticas em praças públicas, internet, redes sociais, escolas e faculdades, para assim certificar que a conhecimento estará disponível para toda a sociedade brasileira, por conseguinte, abrangendo a informação sobre como é o descarte correto e amenizando o impacto do lixo eletrônico no ambiente.