O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 11/11/2021

Sob a perspectiva de uma Revolução Técnico-Científico-Informacional, vive-se o auge da evolução humana em sua relação com a tecnologia, em que se destaca o crescimento do lixo eletrônico. Nesse sentido, deve-se conhecer e reverter os impactos desses rejeitos no meio ambiente. Sob esse aspecto, convém discutir tanto sobre algumas das principais consequências socioambientais do descarte inadequado desses lixos quanto a falta de uma educação conscientizadora.

Em uma primeira análise, é preciso compreender que o descarte inadequado desses rejeitos tem ocasionado consequências no meio ambiente que recaem sobre toda a humanidade. Segundo a organização Pan-Americana da Saúde, a exposição de mulheres grávidas ao chumbo em atividades de reciclagem do lixo eletrônico pode ocasionar efeitos adversos aos bebês quando nascer como baixo peso e estatura, natimortos, e prematuros. Além disso, a contaminação dos lençois freáticos por metais pesados proveninetes de pilhas e aparelhos celulares descartados inadequadamente também provoca a poluição da água local, logo, riscos à saude daqueles que precisam dela para sobrevivência. Desse modo, é indubitável que essa negligencia com o lixo representa uma relação de prejuizo socioambiental.

Ademais, é preciso mencionar que uma das causas do impacto do lixo eletrônico no meio ambiente é a falta de consciência ambiental, a qual é fortalecida por uma educação tecnicista. Segundo o educador Paulo Freire, na sua obra “Pedagogia do Oprimido”, a educação deve ser crítica e elucidativa, em prol de construir seres humanos conscientizados e com senso coletivo. Entretanto, fica claro que o atual método de ensino contraria o freiriano ao se preocupar em preparar alunos apenas para o mercado de trabalho. Dessa maneira, são formados futuros adultos que por não aprenderem as consequências socioambientais do mau descarte do lixo eletrônico repetem um ciclo de irresponsábilidade ambiental.

Diante disso, o Ministério da Educação - órgão responsável pelo projeto nacional de educação - deve fortalecer nas escolas as consequências socioambientais do descarte inadequado do lixo eletrônico. Isso deve ocorrer por meio de palestras, ministradas por ecologistas, os quais podem ensinar crianças e adolescentes a melhor maneira de descarte desses materiais e os locais existentes para essa finalidade. Espera-se, com isso, modificar o atual método técnicista de ensino e, consequentemente, frear os impactos desse tipo de rejeito no meio ambiente.