O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 11/11/2021
O romance filosófico “Utopia” - escrito pelo inglês Thomas Morus no século XVI - retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos. Tal fictícia mostra-se distante da realidade contemporânea, visto que o lixo eletrônico e seus impactos ambientais tornam-se um problema a ser combatido em território nacional. Esse panorama lamentável ocorre não só em razão da contaminação dos solos, mas também dos lençois freáticos.
Seguindo essa linha de pensamento, é possível afirmar que a principal forma de descarte de lixo, no Brasil, é, infelizmente, por meio dos lixões, mesmo que esse tipo de recurso agrida bastente os solos. Consoante relatório da Universidade das Nações Unidas, 97% dos resíduos eletrônicos, das 2 milhões de toneladas produzidas pelo Brasil, em 2019, não foram reciclados. Esse, por conter metais pessados e não degradáveis, por bioacumulação, acaba contaminando o solo.
É relevante abordar, também, que uma pesquisa feita em 2017 pela Organização das Nações Unidas (ONU), mostra que o país está entre as sete nações que mais produz e-lixo no mundo. Essa má postura, atrelada ao baixo percentual de reciclagem desses resíduos, tem impacto negativo nos lençois freáticos que tornam-se receptores dos remanecentes eletrônicos e que , futuramente, começarão a fazer parte de diversas cadeias alimentares, afetando o equilíbrio ecológico dos ecossistemas e biomas nacionais.
Infere-se, portanto, a necessidade de mitigação dos entraves apresentados. Assim, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, mediante o aumento percentual de investimento, o qual será feito por uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias, ampliar os programas de reciclagem por meio da abertura de mais postos de coleta de lixo eletrônico com o objetivo de diminuir a contaminação do meio ambiente. Dessa forma, poder-se-á concretizar a “Utopia” de Morus na sociedade brasileira.