O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 11/11/2021
Na animação Wall-e, da Diney, é apresentada uma sociedade futurista que vive em uma nave espacial em virtude da toxicidade da atmosfera terrestre oriunda, sobretudo, do acúmulo de resíduos sólidos. Para fora das telas, é perceptível que tal realidade apresentada vai ao encontro com o cenário do Brasil, uma vez que o lixo eletrônico e seus impactos faz-se presente. Nesse sentido, essa situação figura como um contraponto à conduta passiva da sociedade diante desse revés. Desse modo, fica claro que tal quadro surge da indiferença populacional. Logo, não só a impassibilidade do setor industrial, como também a influência midiática corrobora essa vicissitude.
Em primeiro plano, a impassibildidade industrial, contribui de forma significativa para esse quadro. Isso acontece, porque a partir do século XX, as empresas abandonaram o modelo fordista de produção em massa, em detrimento da fabricação de itens com curto tempo de vida útil, com o foco na comercialização de mais mercadorias, motivando o descarte precoce. Nesse contexto, o expressivo quadro de entulho digital deriva da exígua consciência ambiental por parte das indústrias. Ilustração disso, é o conceito de obsolescência programada-nascido após a Crise de 1929- representa a atitude deliberada de criar dispositivos que se tornem irrelevantes em pouco tempo. Em teoria, essa monobra move a economia, mas, em contrapartida, manifesta uma das mais cruéis consequências para o planeta: o lixo eletrônico. Portanto, equanto o lucro persistir, a solução do e-lixo será uma exceção.
Sob um segundo olhar, o comportamento manipulador da mídia cristaliza essa problemática. Essa situação surge da mentalidade influenciadora que os núcleos digitais impõe ao tecido civil, uma vez que, apresentam à premissa de que aparatos tecnológicos devem ser rapidamente substituídos, sobretudo quando novas versões de aparelhos são amplamente divulgados. Sob esse viés, de acordo com o pensador Pierre Bourdieu, “Os mecanismos democráticos não devem ser convertidos em ferramentas opressoras”. Nessa perspectiva, os impactos ambientais causados pelo e-lixo torna-se banalizado. Assim, se a mídia, enquanto principal meio propagador de informação, é falha no processo de desenvolver o pensamento sobre os impactos do e-lixo, tem-se uma sociedade míope.
Sendo assim, percebe-se que o povo brasileiro, precisa ser instruído a respeito dos impactos do lixo eletrônico. O governo, por meio do Ministério do Meio Ambiente-órgão responsável pelas diretrizes ambientais, deve realizar estratégias de fiscalização nas indústrias para que adotem o descarte adequado do lixo eletrônico, com a finalidade de reduzir os efeitos no meio ambiente. Ademais, as redes sociais, como formadoras de opiniões, pode por meio de expansivas campanhas enfatizar as consequências do e-lixo no ecossistema. Destarte, terá-se uma realidade diferente de Wall-e.