O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 11/11/2021

O conceito de “Normalização”, empregado pelo filósofo francês ,Michel Foucault, define que há na sociedade a repetição de comportamentos sem a devida reflexão crítica. Diante disso, observa-se um ciclo exacerbado de consumo e acumulo de lixo eletrônico sem questionamentos acerca de suas consequências. Entretanto, apesar da importância do tema, a mentalidade capitalista torna omisso os danos ambientais causados e a desinformação social acerca disso. Dessa forma, faz-se necessário uma análise dos pretextos que perpetuam a problemática.

Nesse viés, cabe ressaltar a carência de meios informativos que forneça a população o cenário atual de resíduos tecnológicos e a gravidade de sua continuidade. Acerca disso, é pertinente trazer o texto constitucional brasileiro, artigo 225, que alega ser um direito de todos um meio ambiente equilibrado e dever do Estado e da sociedade preservá-lo. Sendo assim, um corpo social que carece de informações-riscos de metais pesado e a acumulação desses descartados-, e é bombardeado diariamente com publicidades consumistas - glorificação de celulares, tablets e fones mais modernos-, vive um repleto paradoxo, visto que, para que possa agir frente a defesa legislativa da conservação da natureza, precisa prioritariamente, ter conhecimento do panorama.

Por outro lado, vale relembrar os inúmeros impactos ecológicos do aumento no descarte desses objetos digitais. Isto ocorre, porquê, os metais presentes na composição desses aparelhos necessitam de um caminho alternativo, como o alumínio e chumbo, pois não são degradados rápidamente e se acumulam na natureza. Desse modo, contaminam o solo ,levando a perda de áreas para platação e a penetração nos lençois freáticos, tendo como resultado, a contaminação de cursos d’água e intoxicação de animais áquaticos -podendo chegar aos seres humanos a partir da alimentação, processo conhecido como bioacumulação.

Portanto, cabe ao governo federal, por meio das mídias, a quebra desta mente capital com a disseminação do quadro enfrentado à população, com propagandas publicitárias informativas e didática, apresentando locais de troca ou venda desses produtos e alertando os efeitos da entrega desses rejeitos a rede de coleta comum, a fim de conscientizar e permitir que os mesmos consigam cumprir seu papel legislativo e social. Ademais, é dever do Poder Legislativo a criação de leis mais rígidas quanto ao assunto, como uma emenda que  exija locais de coleta desses materiais em supermercados e a multa aos que não cumprirem os termos, com intuito de minimizar a presença desses metais nos biomas e assegurar a vida dos seres que ali vivem.