O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 11/11/2021
A animação “Wall-e”, de 2008, retrata um contexto em que a humanidade produziu lixo eletrônico descontroladamente, assim, chegando ao ponto de tornar a vida na terra, inviável aos seres humanos. Nessa perspectiva, embora o Brasil seja um dos maiores produtores de lixo eletrônico do mundo, não há programas efetivos para diminuir a circulação deste tipo de lixo. Nesse contexto, deve-se analisar como os padrões de consumo e adeterioração programada influenciam na problemática em questão.
Em primeira análise, deve-se atribuir o consumismo exagerado à mídia, em que os indivíduos são constantemente bombardeados com novos produtos, assim, colocando no seu subconsciente de que precisa de tal produto, seja por status ou por uma determinada necessidade. Novos celulares, computadores, consoles de videogames surgem a todo o momento e suas campanhas levam o consumidor a comprar os mesmos e trocar logo em seguida. Tal perspectiva, já era há séculos debatida por Karl Marx, que debatia o fato de que, os seres humanos criam a todo momento novos padrões de consumo, mesmo que os indivíduos não possam pagar. Como consequência, os aparelhos eletrônicos são trocados a todo momento, em uma escala maior que o meio ambiente possa processar.
Outrossim, atrelado à mídia incessante, a obsolecência programada também é um fator preocupante na acumulação do lixo eletrônico. Este fator faz com que, aparelhos que deveriam durar décadas, venham a apresentar determinados problemas em pouco tempo. O Jornal El Pais afirma que, um celular poderia durar até doze anos, isso se, não fosse programado para durar muito menos que isso, e é comum perceber que smartphones geralmente são trocados a cada ano, seja pelo lançamento de uma nova versão, seja pela obsolescência programada. Assim sendo, se tem os principais fatores para a acumulação deste lixo eletrônico no mundo.
Torna-se evidente, portanto, que, a mídia e o marketing massivo nos indivíduos deve ser controlado, o Estado deve criar normas claras para o marketing de cada setor de eletrônicos e a clareza para o consumidor, onde o mesmo não seja lesado através de uma negociação que não trará benefícios ao mesmo. O segundo fator a ser combatido é a obsolescência programada, através de uma fiscalização estatal em conjunto com o PROCON, para que os aparelhos durem o maior tempo o possível na mão do consumidor, o que diminuirá consideravelmente a produção de tais aparelhos, e, como consequência, a acumulação de lixo eletrônico.