O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 11/11/2021
Na animação “Wall-E”, o personagem principal, um robô coletor, vive no planeta Terra, lugar que se tornou inabitável, graças ao descuido humano e ao acúmulo de lixo. Paralelamente, a realidade apresentada na cinematografia não se distancia do futuro esperado, visto que o descarte irregular gerado pelo consumo desenfreado de produtos, principalmente, eletrônicos gera cada vez mais impactos ambientais negativos. Dessa forma, entende-se que as principais causas que relacionam o lixo eletrônico com o meio ambiente são o descarte incorreto e a falta de uma educação ambiental.
Em primeira análise, vale ressaltar que o descarte indevido de restos eletrônicos prejudica diretamente o meio ambiente e deve ser visto como um problema a ser solucionado. Analogamente, em 1987, em Goiânia, houve o maior acidente radioativo do Brasil, quando catadores de lixo e pessoas despreparadas manusearam a substância Césio-137 e, com isso, os envolvidos sofreram fatalidades. Entretanto, apesar do ocorrido ter marcado a história do país, medidas efetivas não foram tomadas para evitar que casos como esse se repetissem, mesmo que, com o avanço da tecnologia, o descarte de materiais pesados e nocivos tenha se tornado ainda mais necessário. Logo, faz-se imprescindível uma intervenção para resolver o impasse.
Outrossim, a educação tem papel fundamental nas transformações sociais, inclusive no viés ambietalista. Destarte, consoante o filósofo e professor Paulo Freire, “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Desse modo, pode-se entender que, ao encarar uma problemática sobre o meio ambiente, a educação ambiental torna-se indispensável, porém, ao observar o sistema educacional brasileiro, não é possível observar esse âmbito de ensino sendo praticado, o que perpetua uma alienação que corrobora os impactos negativos gerados sobre a natureza. Assim, compreende-se que uma intervenção educacional é necessária para diminuir as sequelas geradas pelo acúmulo de lixo eletrônico.
Portanto, medidas são necessárias para minimizar os impactos ambientais gerados pelo lixo tecnológico. Dessa maneira, é dever do Ministério do Meio Ambiente, juntamente de grandes empresas de tecnologia, tornar o descarte tecnológico adequado, por meio de projetos de coleta via Correios e de distribuição de lixeiras eletrônicas pelo país - dado que são produtos que contém materiais que causam dano à saúde, para que casos como o Césio-137 não se repitam. Também, cabe às escolas, em parceria com as secretarias de educação, garantir o conhecimento adequado sobre a natureza para os alunos, por intermédio da implementação do conteúdo de educação ambiental em ciências e geografia como parte da grade curricular obrigatória, com a finalidade de impedir o futuro apresentado por “Wall-E”.