O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 18/11/2021
No século XVIII, a geração romântica indianista foi responsável por valorizar, na literatura, a verdadeira essência do povo brasileiro e suas riquezas. Entretanto, é notório que os valores nacionalistas, expostos no Romantismo, permaneceram apenas nas obras literárias. Logo, tal prerrogativa indianista não tem se refletido com a ênfase na prática, determinado, desse modo, uma negligência aos impactos do lixo eletrônico no meio ambiente. Diante disso, a ausência de medidas governamentais e a má influência midiática são as causas principais que têm auxiliado na manutenção da problemática supracitada.
Nesse cenário, deve-se ressaltar a escassez de governantes para o combate ao descarte incorreto de lixos eletrônicos. Por conseguinte, o filósofo alemão Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo, de modo que justifica uma das causas do problema, pois não há medidas favoráveis no que tange à forma correta da destinação desse lixo, provocando contaminação dos solos e de rios. Além disso, acarreta em inúmeros e sérios riscos à saúde -como o câncer- devido à bioacumulação, visto que, segundo a Green Eletron, gestora de logística reversa de eletrônicos, o Brasil é o quinto maior gerador desse lixo no mundo.
Concomitante a isso, a mídia - meio de comunicação em massa - atua como direcionador do pensamento grande parte da população. Acerca disso, segundo o pensador francês contemporâneo Pierre Bourdieu: “Aquilo que foi criado para tornar o instrumento de democracia direta não deve ser convertido em mecanismo de opressão simbólica”. Então, observa-se que a mídia não está promovendo a reflexão e o debate necessário em torno do impacto do lixo eletrônico no meio ambiente, uma vez que há baixos números de propagandas informativas e pouca visibilidade para uma forma de descarte desses materiais e suas importâncias nos meios de comunicação, revelando, assim, essa disfunção. Por fim, nota-se o desconhecimento da população em relação aos seus problemas, dificuldade para o diagnóstico e colabora para o aumento dessa negligência.
Depreende-se, portanto, que o descarte correto dos lixos eletrônicos é de suma importância. Em vista disso, é papel da Secretaria Especial de Comunicação Social, por meio da liberação de verbas destravadas às ações sociais e com o apoio de ONGs especializados, desenvolver atuações que revertam a má influência midiática, como campanhas que incentivam à coleta seletiva estimulando a reciclagem e informar locais de empresas capacitadas nesse tipo de descarte, a fim de minimizar o impacto desse lixo. Assim, os mecanismos utilizados para opressão simbólica são convertidos e direcionados em instrumentos democráticos, como proposto por Pierre Bourdieu no século XX.