O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 11/11/2021
Em um dos episódios da série brasileira “3%”, é exposto que o descarte do lixo eletrônico -material abundante diante ao consumo da elite- é realizado nas zonas pobres da nação, revelando o descaso com a sustentabilidade e os respectivos indivíduos afetados. Contudo, tal problemática não é exclusiva da ficção, sendo que este tipo de dejeto está impactando a natureza do Brasil, seja pelo rápido fluxo de obtenção desses produtos, seja pelo descarte errôneo.
A priori, é notório que os padrões de consumo mudaram diante das inovações tecnológicas. Conforme o modelo fordista, introduzido na Segunda Revolução Industrial, a produção passou a ser realizada em grande escala, estimulando a obtenção de bens dispensáveis. Ademais, a Revolução Técnico-Científica fomentou a velocidade de lançamento dos produtos, fazendo com que as pessoas troquem de aparelhos frequentemente e que, em uma conjuntura de produção em massa, acentua o lixo eletrônico nas cidades brasileiras.
Em segundo aspecto, o descarte destes objetos, realizado indevidamente, pontua problemas ao meio ambiente. De acordo com a Ecologia, a biomagnificação é um processo pelo qual um organismo transmite acúmulos tóxicos, como resíduos do lixo eletrônico, ao longo da teia alimentar. Todavia, este efeito, em ecossistemas aquáticos, pode prejudicar o cidadão brasileiro que, por meio do consumo desses seres infectados, fica vulnerável para o adoecimento. Assim, a situação afeta não só outros seres vivos, também como o causador da problemática.
À vista disso, é necessário que o Estado tome medidas para contornar este impacto. Para isso, o Ministério do Meio Ambiente precisa arquitetar maneiras para que o lixo eletrônico seja conduzido corretamente, por meio de incentivos fiscais para empresas que se comprometam com o recolhimento de seus produtos descartados, mediante ao contato do consumidor, e de propagandas em mídias sociais que visem estimular o público a realizar o abandono desse lixo em lugares especializados. Deste modo, os dejetos eletrônicos poderão ser destinados a locais que não prejudiquem o meio ambiente.