O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 11/11/2021

O filme “Wall-E” narra a história de um robô que tem como função gerenciar a exorbitante quantidade de lixo e poluição presentes no planeta Terra. Embora confessadamente fictício, tal enredo em muito suscita uma necessária reflexão a respeito do acúmulo de lixo eletrônico no país, visto que esse entrave se acentua e traz prejuízos ao meio ambiente. A partir disso, cabe analisar qual é a causa e os impactos desse quadro desafiador, que deve ser desconstruído.

Para compreender esse cenário, deve-se pontuar que o consumo desmedido de tecnologias materiais é um propulsor dessa nódoa. Decerto, a coletividade contemporânea é envolta de ideários de consumo desenfreado, como o ímpeto de trocar de celular a cada lançamento anual ou adquirir um produto por ele lhe garantir status. Nesse contexto, ganha relevância o conceito da “sociedade do consumo” do sociólogo Jean Baudrillard, que afirma que as relações humanas são mediadas pela aquisição massiva de bens. Desta forma, o corpo social realiza compras desnecessárias, especialmente de materiais eletrônicos, criando um espectro favorável para o descarte impróprio e exagerado do lixo.

Ademais, outro ponto preponderante nesse debate, é o fato do lixo eletrônico acarretar diversas complicações para o ambiente. Isso significa que um possível descarte inadequado pode trazer consequências, como a contaminação de mananciais, alacalinização do solo e o acúmulo de resíduos sólidos na natureza. Essa crítica se coaduna com o Artigo 225 da Constituição, que afirma que todos os indivíduos tem direito ao meio ambiente ecológicamente equilibrado, sendo dever do poder público e da sociedade a sua proteção. Assim, essa nefasta consequência da atitude humana impede a projeção de uma cidadania ecológica e em consoância com a natureza, como prevista pela lei brasileira.

Portanto, diante de tal cenário, faz-se necessário que medidas sejam postas em prática para a atenuação da problemática. Logo, urge que o Ministério do Meio Ambiente, elabore e proponha ações de descarte consciente do lixo eletrônico, por meio de palestras e convenções ambientalistas, com o fito de despertar a criticidade e educação sustentável da população. Isso pode ser efetivado com a ajuda de veículos midiáticos, que serão responsáveis pelo incentivo ao consumo e uso consciente de eletroeletrônicos. Espera-se que, assim, o quadro relatado na película “Wall-E” possa estar em divergência com a realidade ambiental do Brasil.