O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 16/11/2021

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Conquanto, o lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente impede que parcela da população usufrua desses direitos universais na prática. Esse cenário antagônico é fruto tanto do descarte inadequado em aterros subterrâneos quanto da queima do lixo eletrônico que causa poluição do ar. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade mais justa seja alcançada.

Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar social, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido a falta de atuação das autoridades, o descarte inadequado do lixo eletrônico em aterros subterrâneos têm resultado na poluição de lençóis freáticos e do solo, o que prejudica a saúde das pessoas. Desse modo, é necessário uma reformulação da postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a queima do lixo eletrônico como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, dados divulgados pela ONU, demonstra que mais de 2,2 bilhões de toneladas de lixo eletrônico foram queimados no Brasil, o que impactou negativamente na qualidade do ar e resultou em um alto índice de poluição em diversos estados do país. Tudo isso retarda a resolução do empecilho e perpetua esse quadro deletário.

Assim, medidas exequíveis são necessárias a fim de superar a problemática. Desse modo, com o intuito de mitigar o lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente é necessário, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio Ministério do Meio Ambiente, será revertido na implantação de pontos de entrega voluntária, além da criação de políticas de logística reversa, que faça com que as empresas recolham o lixo eletrônico e o descartem de maneira correta.