O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 12/11/2021

Contaminação. Descaso. Degradação. Essas características podem ser atribuídas a questão do lixo eletrônico e seus impactos ambientais, visto que ainda é um desafio a ser solucionado. Nesse viés, é possível analisar o seu agravamento não só pela omissão governamental, como também pelo descarte irregular.

Primeiramente, vale abordar a negligência estatal, a qual colabora com esse cenário. De acordo com o artigo 225 da Constituição Federal, é dever do Estado garantir um meio ambiente limpo e ecologicamente equilibrado. Contudo, isso não é visto na contemporaneidade, tendo em vista, muitas vezes, a contaminação dos aparelhos tecnológicos pelos metais pesados que os constituem, como o chumbo, o que, lamentavelmente deixa as pessoas imersas aos impactos ambientais causados pelos e-lixos. Tal ausência alimenta o distanciamento das pessoas mediante a esse direito extremamente importante. Logo, é necessário a reformulção da postura desse órgão.

Outrossim, é relevante evidenciar o mal descarte como um complexo dificultador. Isso acontece porque, as substâncias tóxicas contaminam o solo, e, desse modo atingem os lençóis subterrâneos que desaguam nos grandes rios, o que, ocasiona grandes desequilíbrios no ecossistema ao afetar toda vida marinha. Nesse sentido,  uma pesquisa realizada pelo ONU mostra que o Brasil é o sétimo maior produtor de lixo eletrônico no mundo e  o país gera cerca de 1,5 milhão de toneladas. Desse modo, enquanto esse problema persistir, os e-lixos continuará sendo um grande impacto ambiental.

Portanto, medidas são necessárias para resolver tal problemática. O Ministério do Meio Ambiente, responsável pela conservação do meio ambiente, realize, por meio de leis e políticas públicas, a destinação de verbas para coleta adequada dos resíduos descritos, a fim de descartar qualquer degrdação ambiental. Assim,  o direito constituído na norma jurídica será válida.