O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 15/11/2021

Com adesão da internet e dos meios de comunicação, somado com a necessidade capitalista existente, provocou uma demanda maior de lixos eletrônicos - baterias, celulares, fones de ouvido -, impactando de modo negativo o meio ambiente. Dessa forma, segundo o magnata e empresário Steven Jobs, “A tecnologia move o mundo.” Posto isso, fica notório que com as transformações da tecnologia no contexto globalizado haverá a necessidade de um olhar mais cuidadoso da problématica em questão. Com efeito, há de analisar não somente o descarte irresponsável de produtos eletrônicos, mas também a falta de educação ecológica na sociedade brasileira.

Sob esse viés, é possível destacar a negligência governamental em não fiscalizar e/ou investir de forma responsável em coletores específicos de lixos eletrônicos, uma vez que o descarte descuidado desses materiais causará impactos importantes ao solo. Em virtude disso, de acordo com o sociólogo brasileiro Betinho: “Só a participação cidadã é capaz de mudar o país.” Sendo assim, é essencial que a população reivindique do Estado uma posição mais ativa e fiel com a nação, posto que é dever do sistema político garantir um ambiente ecologicamente adequado e seguro não só para o povo, mas também para a fauna e flora brasileira.

Além disso, é relevante salientar a ausência de uma educação ecológica e sustentável pelo corpo social, com ênfase nas diversidades do meio ambiente relacionado a poluição motivado por equipamentos eletrônicos jogados em vias públicas, rios e mares levará ao acometimento no ciclo vital do planeta. Sob essa perspectiva, conforme o filósofo romano Sêneca: “A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida.” Logo, é evidente que a afirmativa do pensador acarretará em uma reflexão embasada na lógica educacional prematura, visto que a obtenção de conhecimentos precoce influenciará na personalidade futura de cada indivíduo. Contudo, é inadmissível o Brasil, detentor da maior floresta mundial, ainda não tenha efetivado um processo político educacional competente que englobe medidas sanitárias e sustentáveis para o descarte correto de lixos eletrônicos.

É urgente, portanto, que providências sejam tomadas para combater a poluição do meio ambiente derivado de produtos eletrônicos. Nesse sentido, as escolas - responsáveis pela transformação social - devem contrariar o abandono ilegal de dejeitos digitais em vias públicas, rios, lagos e mares, por meio de aulas, palestras e oficinas das ciências da natureza capazes de estimular os métodos certos de descartes desses materiais. Essa iniciativa teria a finalidade de atenuar os impactos no ecossistema brasileiro e garantirá que o país seja uma nação sustentável e ecológica e, de fato, livre de qualquer forma de contaminação.