O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 12/11/2021
O mundo passou por diversas evoluções que impactaram a vida de todos e ditaram novos comportamentos, a terceira Revolução Industrial é uma delas. Destarte, após a Segunda Guerra Mundial, novos polos tecnológicos foram desenvolvidos e equipamentos que facilitaram a vida dos habitantes ganharam os países e hoje fazem parte do cotidiano de quase todos os cidadãos. Entretanto, com a abundância de objetos digitais, um novo problema surgiu: o lixo eletrônico e os impactos desse no meio ambiente, seja por que grande parte da população não sabe realizar o descarte corretamente, seja pela falta de incentivo a reciclagem.
Inicialmente, pilhas, baterias, celulares, notebooks e uma infinidade de objetos são considerados lixos eletrônicos, os conhecidos e-lixos. Desse modo, visto a frequência de troca desses equipamentos pela população brasileira, o descarte é feito de maneira errônea e, muitas vezes, são jogados nos lixões comuns, agravando-se o problema. Pois, grande parte desses equipamentos possuem metais tóxicos ou substâncias radioativas que em contato livre com a natureza, podem gerar inúmeros danos. Assim, Hannah Arendt, em sua teoria sobre a banalidade do mal, discutia sobre a massificação do pensamento humano e a falta de senso crítico entre na população. Logo, aqueles que não possuem conhecimento sobre o despojo desses materiais, acabam reproduzindo ações erradas e prejudicando a sociedade.
Outrossim, Bibb Latané, em seu conceito sobre a inércia social, falava sobre a tendência da perpetuação dos fenômenos urbanos, até que um movimento de ruptura generalizado não ocorra. Ou seja, considerando o raciocino do autor, aqueles que descartam o lixo eletrônico em locais inadequados, continuarão o fazendo, visto que não há ações totalmente fundadas para impedir que isso ocorra. Por conta disso, é importante ressaltar o papel da reciclagem, quando esses equipamentos são levados aos locais adequados, eles ganham outros rumos. Dessarte, novos objetos são criados e estes são doados para escolas e comunidades carentes, além de que, conseguem diminuir um pouco o impacto do montante de lixo em locais inadequados.
Dado o exposto, portanto, percebe-se que são muitos os desafios associados aos impactos dos e-lixos no meio. Por isso, é imprescindível a mobilização da Organização da Sociedade Civil do Interesse Público (OSCIP), com a criação de campanhas e palestras nas escolas e empresas brasileiras sobre o descarte correto de objetos eletrônicos, além da criação de polos estratégicos de recolhimentos desses materiais, com no mínimo 60 km de distância entre um e outro. Deste modo, os cidadãos terão consciência da importância de não jogarem os equipamentos nos lixos comuns e terão locais, relativamente perto de suas casas para fazerem a correta eliminação, contribuindo com a natureza.