O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 12/11/2021
Para o filósofo da antiguidade Confúcio, para a humanidade prosperar, o ser humano e a natureza devem coexistir em harmônia. Entretanto, nota-se que a máxima do pensador não se faz presente na modernidade, pois o descarte indevido do lixo eletrônico gera grandes impactos ao meio ambiente, caracterizando-se como uma problemática global. Diante disso, algo precisa ser feito para amenizar o entrave, que possui diversas causas, como a ineficácia estatal e a falta de uma infraestrutura adequada para coleta de resíduos tecnológicos.
Sob essa perspectiva, convém enfatizar que a impotência governamental é um dos fatores que agravam o impasse. Sobre isso, a conferência ambiental RIO-92, realizada no Brasil, contou com mais de cem países e tinha como um de seus objetivos a diminuição da produção de lixo eletrônico em escala mundial. Entretanto, evidencia-se que mesmo após décadas, os participantes da convenção não obtiveram êxito ao cumprir o objetivo proposto, visto que produção massiva de dejetos tecnológicos ainda persiste na contemporaneidade. Sendo assim, ações precisam ser adotadas para atenuar o problema em questão, pois devido à presença de metais pesados em sua composição, alguns aparelhos eletrônicos podem entrar em contato com a natureza, causando diversos desequilíbrios ecológicos, a exemplo da poluição dos mares por mercúrio.
Ademais, outro fator potencializador dos impactos que o lixo tecnológico causa à natureza é a existência de poucos locais para coleta de resíduos digitais. Nesse cenário, no filme “Wall-E”, um robô é mandado ao planeta Terra para recolher o lixo que tomou conta de todo o solo, o que impossibilitou a vida no mundo. Sob esse prisma, o cenário visto na obra cinematográfica aproxima-se cada vez mais da realidade vigente, dado que a falta de locais para o descarte e reciclagem do lixo eletrônico acaba influenciando a população a jogar os resíduos na natureza, o que prejudica a vida em diversas regiões, tendo como exemplo a extinção de bactérias que entram em contato com os materiais radioativos de alguns equipamentos. Destarte, é inaceitável que o cenário atual perdure na sociedade.
Infere-se, portanto, a necessidade de uma intervenção para minimizar os impactos do lixo eletrônico na biosfera. Logo, cabe a ONU (Organização das Nações Unidas), com o auxílio dos governantes, destinar verbas para a criação de campanhas de descarte adequado de dejetos tecnológicos, difundindo a ideia por meio das redes sociais, como Instagram e Twitter. E por fim, tem-se como dupla finalidade a conscientização da população acerca dos perigos que o “e-lixo” causa ao planeta, e a diminuição de resíduos eletrônicos na natureza. Somente assim, o problema será gradativamente erradicado, e a ideia de harmônia do filósofo Confúcio será finalmente concretizada.