O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 12/11/2021

É evidente que a tecnologia é uma dádiva para a humanidade. Entretanto, os aparelhos que utilizamos ficam velhos e são substituídos por novos. Adicionalmente, tal substituição vem crescendo em ritmo acelerado, tendo em vista que no início dos anos 2000, cada família brasileira tinha não mais do que dois telefones que eram trocados a cada 6 ou 7 anos (em média) e atualmente cada pessoa possui um smartphone trocado em no máximo 3 anos. Por outro lado, uma minoria sabe realmente como descartá-lo corretamente (por possuírem muitos metais, os eletrônicos tem grande potencial poluidor). Portanto, cabe uma análise dos fatores que levam ao descarte acelerado de dispositivos e como tratar esse tipo especial de lixo.

Em uma primeira análise, observa-se que atualmente são lançadas novas melhorias para tecnologias já existentes de forma acelerada e os produtos no mercado são feitos para durarem menos. Tal fenômeno é conhecido como “obsolescência programada” e é uma estratégia de obter lucros astronômicos com a venda de mais aparelhos. Por exemplo: a empresa norte-americana Apple lança pelo menos 3 novos modelos de celular a cada ano, já a sul-coreana Samsung lança ao menos 10 celulares anualmente. Dessa forma o consumo é incentivado, juntamente com o descarte.

Todavia, tais empresas e os governos nacionais não criam meios para controlar o descarte. Portanto, celulares e muitos outros aparelhos são descartados em lixões comuns onde com o tempo liberam metais pesados que poluem os solos e as águas, infectando inúmeros seres vivos, incluindo os humanos. Porém, os eletrônicos, infelizmente, são muito difíceis de serem reciclados (devido aos seus componentes terem uso muito específico), assim, torna-se fundamental a criação de planos para realizar o descarte apropriado dos aparelhos.

Em suma, cabe ao Governo Federal, juntamente com os estaduais e municipais o dever de criar mais locais para o descarte do lixo eletrônico, por meio da instalação de mais aterros sanitários nas cidades brasileiras. Também são necessárias campanhas de conscientização da população, demonstrando os danos que esse lixo causa aos solos e rios e as consequências disso para as pessoas (com eventuais doenças do sistema nervoso como o Alzheimer). Com tais medidas, em alguns anos será possível diminuir os impactos do lixo eletrônico sobre o meio ambiente, desde que a população tome ciência de como descartá-lo adequadamente.