O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 13/11/2021
A animação futurista “Wall-e” versa sobre o planeta Terra incapaz de habitar devido a enorme quantidade de lixo. Os humanos vivem em uma nave espacial enquanto um robô tenta limpar toda a sujeira. Em paralelo com a ficção, as circunstâncias da realidade atual não se apresentam muito distantes, uma vez que o Brasil é hoje o quinto país de maior produção de lixo eletrônico, de acordo com a Green Eletron.
Sobre os fatores relacionados a esse infortúnio, destacam-se o consumismo e negligência estatal frente os impasses do lixo. Sobre o assunto, torna-se relevante relacionar o lixo eletrônico com os padrões de consumo da contemporaneidade. De acordo com o escritor George Orwell “a massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a marca”. Isto é, é um ciclo vicioso, no qual a mídia cria falsas necessidades de produtos na população, a qual consomem de forma inconsciente e dão lucro a marcas, muitas vezes desinteressadas nas questões ambientais. Nessa perspectiva, com crescimento do padrão de consumo da sociedade mais quantidade de resíduos são lançados fora, em destaque para o lixo eletrônico — fones de ouvido, pilhas, celulares, eletrodomésticos — que contém metais pesados em sua composição e podem causar graves problemas de saúde, como câncer, por serem bioacumulativos.
Além disso, vale trazer dados do Instituto de Geografia e Estatística(IBGE) que revela cerca de 27% do lixo produzido no Brasil é direcionado para lixões em céu aberto, rios e lagos, terrenos baldios, ou seja, locais inapropriados para o destino. Cabe analisar, dessa forma, a falta de políticas públicas capazes de sanar os problemas ambientais causados pelo lixo eletrônico. Sob essa ótica, a falha dos ministérios responsáveis pelo meio ambiente, permitem o descarte irregular de lixo eletrônico e como consequência há a contaminação dos lenções freáticos que abastecem os corpos d’águas, do solo e dos seres vivos desse ecossistema, afetando não só essa geração como também as futuras.
Tornam-se evidentes, portanto, os entraves referentes aos impactos ao meio ambiente causado pelo lixo eletrônico no Brasil. Logo, concerne ao Ministério do Meio Ambiente em parceria com empresas privadas a utilização de uma “logística reversa”, isto é, o retorno dos eletrônicos às indústrias que serão responsáveis pela reciclagem dos seus componentes, por meio da criação de pontos de coleta nos bairros com a finalidade de separar e destinar de forma correta esses resíduos. Ademais, é importante que a mídia, por intermédio de postagens nas redes sociais, conscientize a população a cerca a responsabilidade compartilhada sobre os problemas ambientais de maneira a formar uma sociedade mais consciente sobre o que consome.