O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 16/11/2021
No final do século XIX,Émile Zola,o maior expoente do Naturalismo Francês,nuscou em sua obra “O Germinal” descontruir o mundo idealizado do Romantismo,trazendo à tona temas como a destruição,a falta de saúde e a poluição.Contemporanemante,mais de dois séculos depois,essa reflexão ilustra de forma contundente o panorama do lixo eletrônico no Brasil,descartado de forma temerária e irresponsável,impactando diretamente o meio ambiente.Nesse sentido,esse cenário de poluição se deve à secundarização estatal e à falta de abordagem temática em ambiente escolar.
Em uma primeira análise,sob uma ótica político operacioanl,a problemática do lixo eletrônico e seus impactos insustentáveis a longo prazo possuem estreita relação com a secundrização da pauta exercida pelo Estado.Vale salientar que não há medidas que visem amenizar esse cenário,como a construção de espaços públicos adequados ao descarte desse lixo e de incentivos fiscais para quem realizar esse despejo de forma correta.Analogamente,em meados do século XVI,Nicolau Maquiavel,em sua obra “O Príncipe” discorreu acerca do fisiologismo e argumentou sobre a forma como os governantes conduzem suas decisões,buscando sempre perpetuar e expandir suas respectivas esferas de poder.Dessa forma,esse tipo de poluição foi posta em segundo plano,uma vez que,devido ao seu alto custo e baixo apelo social,tornou-se uma temática preterida pela classe política,dificultando assim,a superação desse entrave.
Ademais,sob um prisma educacional,a falta de abordagem temática em ambiente escolar permitiu a existência de impactos no meio ambiente ocasionados pelo lixo eletrônico.Nessa perspectiva,o psicólogo russo Lev Vygostsky,em seu livro “Aprendizagem e Desenvolvimento” argumentou que a escola se afastou profundamente das demandas sociais,estabelecendo indivíduos dotados de uma gama abrangente de conteúdos,porém,despreparados para o cotidiano.Dessa maneira,em virtude desse déficit pedagógico,propiciou-se uma precária formação cidadã,consubustanciando em problemas para a destinação do lixo eletrônico.Nessa lógica,pesquisa pelo IBGE e publicada pelo periódico “O Globo” no ano de 2019,apontou que aproximadamente setenta por cento dos dos estudantes entrevistados não soube responder de que forma esse resíduo teria que ser descartado e em qual local isso deveria ocorrer.
Portanto,a secundarização estatak em paralelo com a falta de abordagem temática em âmbito escolar permitem o panorama vigente de lixo eletrônico impactando diretamente o meio ambiente de modo insustentável.Destarte,com o objetivo de se reverter esse cenário,o Poder Executivo Federal,deve,sob a forma do Ministério do Meio Ambiente,promover a criação de espaços coletivos adequados para descarte desses resíduos e de fiscalização inteligente em parceria com o IBAMA,utilizando-se de seus agentes e equipamentes,coibindo o despejo in natura.Desse modo,será possível a preservação do meio ambiente e o estabelecimento de uma sociedade mais saudável,afastando-se das mazelas de Zola.