O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 13/11/2021
O artigo 225 da Constituição Federal de 1988 garante o direito ao Meio Ambiente equilibrado para os cidadãos manterem a qualidade de vida em coletividade. Todavia, o impacto do lixo eletrônico não é descartado de maneira adequada, sobretudo quando o consumismo aliado às ações mitigatórias governamentais para o descarte bem como para a reciclagem são ineficazes.
Vale ressaltar, em primeiro plano, a obsolescência programada como mecanismo de consumo exagerado da atual sociedade capitalista, o que gera mais lixo, quando é considerado o despejo inadequado de materiais eletrônicos. Após a Revolução Industrial, a relação das pessoas com o consumo foi modificada para que a compra decorra da falsa necessidade de algum produto, além disso haja o aumento de aquisições pela atualização desses artigos, de maneira que estes tornam-se antigos em curto período de tempo. Logo, o descarte é feito, e ainda equivocadamente, sem separação do lixo comum. Assim, os impactos ambientais negativos são mais expressivos.
Ademais, tais impactos, além de gerar acúmulo de materiais nocivos, também provoca novos conceitos de contaminação enquanto poucas políticas mitigatórias governamentais são feitas para atenuar esse processo. Segundo a BBC, o Brasil não só está classificado como 4° maior produtor de plástico do mundo, como também recicla menos de 2% de tudo que produz. Por conseguinte, esse impacto não está restrito a natureza, já que o plástico despejado em ambientes inadequados como o mar pode também interferir na vida humana. Nesse sentido, o documentário Oceano de Plástico mostra que o plástico descomposto nos mares se transforma em pequenos fragmentos denominado de microplástico. A implicação disso é que a fauna marinha consome esses microplásticos, em seguida o ser humano também, o problema é que como tal fenômeno é novo não se sabe como isso afeta o ser humano em longo prazo.
Diante disso, é crucial que haja mais consumo consciente bem como políticas sociais governamentais a fim de que tais produtos tenham destinação adequada. Para isso, é mister que o Ministério da Educação, associado ao Ministério das Comunicações, veicule informações por meio de propagandas televisivas acerca dos danos do lixo eletrônico no meio ambiente com intuito de advertir a população sobre o descarte inadequado assim como o impacto disso na vida coletiva. Além disso, o Ministério do Meio Ambiente, em parceria com empresas como BH Recicla, responsável pela coleta gratuita de lixo eletrônico em Belo Horizonte, deve investir em termoplástico – aumento da temperatura do plástico para confecção de materiais úteis ao coletivo – por meio da reciclagem e reutilização desse material. Assim, será possível oferecer aos cidadãos um ambiente equilibrado como prevê a Constituição.