O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 16/11/2021
Em outubro de 1988, a sociedade conheceu um dos mais importantes documentos da história brasileira: a Constituição Cidadã, cujo o conteúdo garante o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Entretanto, o descarte inadequado do lixo eletrônico averigua impactos na natureza, impedindo que os brasileiros usufruam do direito constitucional. Com efeito, a desconstrução do consumo desenfreado, bem como da negligência empresarial são iniciativas capazes de fazer com que o problema seja tratado com a devida importância.
Nesse contexto, é relevante salientar que o consumismo grandioso fomenta o prejuízo no meio. Nesse viés, segundo Alfred Sloan - em seu conceito de obsolência progamada - os produtos advêm das fábricas com um tempo de vida útil reduzido, aumentando assim o seu consumo. Sob essa ótica, as palavras do executivos podem ser validadas quando a sociedade se adapta a escassez de durabilidade dos equipamentos eletrônicos, pela falta de qualidade que eles disponibilizam após o seu “prazo de validade”, gerando, assim, um “looping eterno” de aquisições e, por consequência, cada vez mais, e-lixo no ecossistema. Por exemplo, a rapidez com que a multinacional Apple lança novos aparelhos e diversos consumidores obtêm, por seus aplicativos não funcionarem mais nas versões anteriores. Dessa maneira, o consumismo inconsciente potencializa danos ambientais.
Ademais, vale destacar que a displicência das empresas corrobora implicações no ambiente. Partindo dessa égide, a poluição causada pelo descarte irresponsável de aparelhos eletrônicos representa grave entrave de saúde pública, visto que parcela desses dispositivos possuem substâncias químicas, como o mercúrio que, ao se fundir no solo e na água do rios, pode intensificar a bioacumulação - processo em que susbstâncias, como metais pesados, são acumuladas durante a cadeia alimentar - promovendo doenças nos seres humanos que, a priori, eram saudáveis. Nessa atmosfera, enquanto as firmas não se responsabilizarem pelo despejo satisfatório dessas impurezas tecnológicas, o desequilíbrio ecológio será consolidado.
Ante o exposto, portanto, é necessário que o Estado, por meio do Ministério do Meio Ambiente, invista em estratégias que introduzam o efeito do e-lixo no Brasil, por meio de polítcas públicas que auxiliem as empresas no desvenciliamento desses equipamentos, além disso, criem campanhas contra a redução da vida útil dos mesmos. Essas campanhas devem passar uma vez por semana nos canais de tevê, em horário nobre, para atingir o público-alvo consumidor, com a finalidade de combater o a incoerência das firmas e assegurar a diminuição do consumo. Isto posto, a sociedade poderá, de fato, experimentar as condições de cidadão evidenciadas na Carta Magna.