O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 13/11/2021
O artigo 225, da constituição federal, garante que todos têm o direito a um meio ambiente equilibrado, impondo-se ao Poder Público e a sociedade o dever de protege-lo e de preserva-lo. Entretanto, ao analisar os impactos que os lixos eletrônicos têm causado na natureza, nota-se que tanto o Estado como a comunidade estão falhando em suas missões. Por isso, é essencial averiguar a escassa educação ambiental e inoperância estatal como principais problemáticas dessa questão.
Nesse sentido, a precária educação ambiental trás graves consequências aos seres vivos. Segundo o filósofo Immanuel Kant, o ser humano, assim como as suas ações, é um reflexo de seu aprendizado. Nessa lógica, por causa de uma carente educação ambiental, a qual conscientizariam acerca dos riscos, muitos indivíduos descartam os produtos eletrônicos que não têm mais utilidade em locais inapropriados, o que é preocupante. Isso porque grande partes desse eletrônicos são perigosos devido aos seus potenciais bioacumulativos - termo utilizado na ecologia para definir a capacidade que uma substância tóxica tem de se acumular nos órgãos e tecidos dos seres vivos. Um exemplo disso, é a pilha que possui em sua composição o mercúrio, um metal pesado nocivo aos seres humanos. Logo, infere-se a urgente necessidade de ações educativas e ambientalistas que conscientizem as pessoas.
Ademais, a pouca vigilância por parte do Estado motiva o tratamento ecologicamente inadequado desse tipo de lixo. A esse respeito, em 2020, foi decretado um sistema de logística reversa obrigatória dos produtos eletrônicos, ou seja, todos os aparatos tecnológicos que não tivessem mais utilidade deveriam ser devolvidos para os locais de compras ou fabricação para seus descartes adequados. No entanto, devido à ausência de fiscalização por parte do Poder Público, muitas empresas ainda não oferecem essa infraestrutura de recolhimento dos eletrônicos. Com isso, nota-se que o consumidor brasileiro continua desamparado, pois, mesmo com a lei, ele não possui um centro de coleta eficiente para esse tipo resíduo. Desse modo, vê-se que é essencial que o decreto seja acatado pela empresas.
Dessa maneira, o Ministério do Meio Ambiente, junto ao governo, deve reduzir os impactos dos lixos o eletrônicos no território brasileiro. Isso deve ser feito, por meio de campanhas - divulgadas nos principais meios de comunicação, a exemplo nas TV´s e nas redes sociais online - que democratizem a educação ambiental e a consciência sobre assuntos como: os perigos que os resíduos eletrônicos podem trazer a saúde quando descartados inadequadamente. Além disso, é necessário que o Poder Público fiscalize as empresas que vendem esses tipos de produtos, a fim de garantir que o decreto seja acatado, e, assim, as pessoas tenham assistência na hora de descartar seus resíduos. Posto isso, espera-se que os cidadãos possam desfrutar de um meio ambiente equilibrado como assegura a lei.