O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 13/11/2021

No filme “Wall’e”, da Disney, é narrada uma realidade de uma sociedade que vive em uma nave espacial em virtude da toxidade da atmosfera e, principalmente, devido ao acumulo de resíduos sólidos. Analogamente, na contemporaneidade, nota-se impasses em relação ao lixo eletrônico. Isso se justifica pois, há uma negativa influência midiática e a conduta de irresponsabilidade com as gerações futuras que, por consequência, ocasiona impactos no ambiente.

Nessa conjuntura, cabe analisar a defluência da mídia na produção de resíduos eletrônicos. Consoante ao sociólogo Pierre Bordieu, os mecanismos democráticos não devem ser subvertidos em ferramentas opressoras. Contudo, verifica-se o contrário do teorizado, haja vista que, na maioria das vezes, os núcleos midiáticos tendem a incentivar a premissa de que os utensílios tecnológicos devem ser substituídos rapidamente por outros aparelhos mais atualizados. Por consequência ocasionados problemas ambientais, já que esses utensílios possuem compostos químicos, como alumínio, ferro e Lítio que provocam a acidificação do solo e contaminação dos lençóis freáticos.

Outrossim, é licito destacar o ideal de imprudência com as gerações futuras. Conforme Hans Jonas, na sua obra “Princípio da Responsabilidade” a sociedade deve preocupa-se com o meio natural no hoje, porque o futuro pode não existir. Destarte, depreende-se a importância do cuidado com a natureza no presente para o benefício do corpo social posterior, no entanto, essa ideia é pouco efetivada na realidade, uma vez que se evidencia uma deposição exacerbada de lixo, sobretudo, eletrônico. Prova disso é que segundo a ONU – Organização das Nações Unidas -, em 2019, mais de 50 milhões de lixo tecnológico foram gerados.

Portanto, urge a necessidade de mediações a fim de atenuar a influência midiática e mitigar o comportamento leviano com as sociedades posteriores. Sob esse viés, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, em parcerias com secretarias de educação, promover palestras nas instituições de ensino, mediante profissionais da área de controle ambiental, como o IBAMA – Instituto Nacional do Meio Ambiente. Assim, realidades futuristas como do filme “Wall’e” não se concretizarão.