O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 17/11/2021

No ano de 1929, com a crise de superprodução que se instaurou pelos EUA para desafogar estoques e retomar a economia, foi criada uma tática de mercado nomeada obsolescência programada, que consistia na troca de objetos duráveis por outros em uma versão atualizada. Analogamente, na atualidade a prática faz-se ainda mais presente, uma vez que os avanços tecnológicos somados ao bombardeamento de propagandas levam seus usuários a consumir um produto mais atual descartando o uso do aparelho antigo. Desse modo, a constante atualização de produtos que ainda tem vida útil corrobora para graves impactos ambientais, tendo em vista que para sua produção e descarte são utilizados recursos naturais esgotáveis.

Primeiramente, é notório que o sistema capitalista é um dos grandes vilões quando se trata de consumo e seus efeitos ecossistêmico. Nessa perspectiva, para o filósofo Séneca a ganancia humana de lucrar é tão grande que os recursos finitos naturais jamais serão suficientes para suprir tamanha necessidade. Nesse sentido, é necessário enfatizar que todo objeto consumido gera impactos ambientas, dado que, para sua produção são utilizados recursos finitos como água, energia, e elementos naturais. Desse modo, é indispensável uma reeducação da população como um todo quando se trata de consumo e as consequências da sua produção e descarte.

Ademais, o excesso de propagandas promove uma falsa sensação de precisão fazendo com que seu telespectador adquira um produto mesmo sem ter demanda. Anúncios funcionam como um especie de mito da caverna de Platão, o usuário ao entrar na rede social é bombardeado com diversas publicidades, entrando em um estado de querer pertencer ou parecer com algum individuo, deixando de lado o seu não obsoleto eletroeletrônico, muita das vezes apenas para se sentir incluso em um tecido social. Logo, torna-se essencial uma melhor conscientização individual e uma autoavaliação sobre as formas de consumo.

Portanto, diante dos fatos apresentados medidas são necessárias para mitigação do empasse. O Ministério da Educação em parceria com o Ministério do Meio Ambiente deve promover palestras em escolas e faculdades que informem sobre a origem das coisas e sobre a necessidade do consumo e descarte consciente, para que assim aja a redução do consumo desenfreado retardando o esgotamento de recursos findáveis e colaborando para o processo de descarte correto. Por parte da iniciativa privada cabe a propagação de publicidades informativas a cerca do descarte adequado e a promoção de desconto para pessoas que levarem seus objetos antigos como forma de contribuição. Desse modo, os impactos ambientais não seriam tão drásticos como ocorrem na contemporaneidade.