O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 13/11/2021

O filme “Wall-E” é um filme de animação americano de 2008, na produção de Andrew Staton, retrata um planeta abandonado e coberto por lixo por conta do consumismo em massa, no qual o robô Wall-E tem  a função de limpar a terra. Fora do cenário fílmico, o descarte incorreto do lixo é árduo para o meio ambiente e para saúde pública por favorecer a contaminação dos metais pesados  no ecossistema. Tal cruel esfera está longe de ser solucionado, ora pelo desconhecimento da comunidade social sobre o descarte adequado, ora pela cultura do consumismo.

Nesse contexto, é inquestionável que o lixo eletrônico impacta negativamente o meio ambiente, além de ser penoso para a saúde humana. Dessarte, a Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Afluentes -ABRAPE- declara  que apenas 60 mil toneladas de um total de 2,9 toneladas do lixo eletrônico são descartadas corretamente. Diante disso, uma parcela da população desconhece a forma adequada de descartar esses resíduos  por falta de informação. Essa torpe gera impactos ao ecossistema, uma vez que eletrônicos e eletrodomésticos possuem em suas estruturas metais pesados responsáveis por contaminar os lençóis freáticos, solos e rios. Desse modo, é fulcral que o corpo social desenvolva uma dilatação crítica com o fito de descartar esses resíduos de maneira adequada.

Outrossim, é indubitável que o consumismo exarcebado da sociedade é um dos fatores para o aumento do lixo eletrônico no planeta. Nesse cenário, o ilustre filósofo pré-socrático Demócrito afirma que o animal é mais sábio que  o homem, dado que conhece  a medida da sua necessidade, enquanto o ser humano ignora. Dessa forma, a cultura do consumo faz com que o lixo eletrônico seja acumulado e impacte a fauna e a flora. Nesse sentido, o relatório da ONU de 2017 demonstrou que o Brasil produz em média 1,5 milhão de toneladas de lixo, logo é relevante salientar que um dos motivos dessa grande quantidade de  resíduos é o lançamento de aparelhos  que faz com que a sociedade queira o modelo mais novo para se encaixar em um padrão utópico. Sendo assim, é basilar que a cultura do consumo seja rompida para mitigar o lixo eletrônico.

Portanto, os impactos causados pelo lixo eletrônico precisam ser superados. Dessa maneira, é peremptório que o Ministério da Educação, em parceria com escolas públicas e particulares, devem criar um projeto para fornecer informações sobre o descarte adequado para alunos e pais, por meio de simpósios realizados por engenheiros ambientais com ilustrações, gráficos e cartilhas com a finalidade de criar uma dilatação crítica no corpo social sobre os locais adequados para para descartar esses refugos. Assim, a degradação ambiental causada por esse impasse será retardado.