O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 15/11/2021
A “ética da responsabilidade” - conceito desenvolvido pelo célebre filósofo alemão Hans Jonas - assevera que o meio ambiente deve ser preservado para que todas as gerações possam usufruir dos seus recursos. Contudo, na prática, devido a inobservância estatal, aliada à falta de instrução de parte da população sobre o tema, o lixo eletrônico têm impactado de modo nefasto o meio ambiente. Com isso, medidas que alterem tal status são urgentes.
Em primeira análise, convém salientar que o Estado é falho no tocante ao tratamento do “e-lixo”. Nesse sentido, com base no que preleciona a Constituição Federal de 1988, lei máxima no ordenamento jurídico pátrio, um ambiente sadio e livre de contaminação é um dever governamental perante a população. Porém, fora da Carta Magna, se observa o oposto: a ineficiente gestão de lixo dos entes públicos, despejando, em lixões a céu aberto, os contaminantes do lixo eletrônico, como metais pesados, produz uma mortandade de diversos ecossitemas, pelo depósito desse material, e causa doenças, como cânceres, ao ser humano.
Paralelamente, há a falta de instrução da população sobre o tema. Sócrates, nesse viés, afirmou que “o erro é o principal fruto da ignorância”. Com isso, por esse não ser um tema de ampla difusão social, os indivíduos se encontram alheios a esse debate. Consequentemente, produz-se uma coletividade “antiética e irresponsável” no manejo adequado do “e-lixo”, descartando-o no lixo comum. Assim, instruir a população se faz mister.
Pontanto, é imperioso que o Ministério do Meio Ambiente - órgão competente -, por meio de ato regulamentar próprio, crie, em todos as regiões do país, zonas de coleta de lixo eletrônico, com o fito de recuperar esses materiais, livrando de contaminarem os ecossistemas e o ser humano. Ademais, é mister que o Ministério da Educação, a fim de aparelhar a população em geral, produza uma campanha na mídia - como TV e internet - desvelando os efeitos nocivos do descarte inadequado do “e-lixo”. Destarte, poder-se-á, de fato, viver conforme precipua Hans Jonas.