O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 14/11/2021

A Conferência Rio+20, conhecida pela proposta do desenvolvimento sustentável, pactuou que os participantes deveriam adotar medidas planejadas para que as próxima gerações pudessem usufruir dos mesmos benefícios da geração atual, como acesso a água, qualidade do ar e do solo. No entanto, tendo em vista a alta geração de lixo eletrônico e, consequentemente, a degradação ambiental pelo descarte incorreto desse lixo, é possível concluir que as nações não cumpriram o prometido. No Brasil, tais situações ocorrem devido ao consumismo exagerado da sociedade brasileira e ao descaso do Governo com os impactos ambientais. Uma vez que os resultados dessas atitudes podem ser desastrosos, medidas urgentes se fazem necessárias para contornar esses dilemas.

Em primeiro lugar, é necessário dizer que a população brasileira é extremamente consumista e, por isso, a quantidade de lixo gerado é absurdamente alta. Prova disso é que o Brasil é o sétimo país que mais produz lixo eletrônico no mundo, de acordo com o website Parana Shop. Isso pode ser explicado pelo pensamento do filósofo Schopenhauer, que diz que o homem é guiado por suas vontades, mas nunca está satisfeito, pois passa a ter um novo desejo assim que o anterior é alcançado. Dessa forma, é preciso repensar a plena felicidade, pois, enquanto ela estiver centrada em coisas materiais, sempre vai existir o excesso de lixo, pois a humanidade sempre terá anseio por ter novos produtos.

Em segunda análise, cabe ressaltar que, além da falta da consciência da população com relação ao consumo, o Governo também apresenta descaso com a degradação do meio ambiente. Um exemplo dessa negligência é que o Brasil foi o único país que teve aumento do desmatamento durante a pandemia de Covid-19. Tal desatenção viola o “contrato social” proposto por John Locke, já que o Estado não cumpre seu papel de proteger patrimônios nacionais e compromete a subsistência das gerações seguintes. Dessa maneira, políticas públicas sérias devem ser adotadas para dar correto destino aos lixos eletrônicos e assim, preservar a natureza.

Fica evidente, portanto, que o consumo inconsiente provoca alta quantidade de lixo eletrônico e a indiferença do Governo permite que esse lixo contamine o meio ambiente. Para reduzir esses danos, o Ministério do Meio Ambiente deve fomentar o consumo consciente por meio de propagandas nas redes sociais, ao incentivar o consumo de empresas que tenham preocupação ambiental, com o objetivo de reduzir a produção de lixo. Além disso, o Governo deve incentivar a reciclagem de produtos eletrônicos, ao beneficiar, com isenção de impostos, empresas comprometidas com essa causa, para que o descarte de e-lixo não prejudique a natureza. Somente assim, o desenvolvimento sustentável estará garantido e as próximas conferências internacionais poderão resolver outros tipos de problemas.