O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 15/11/2021
A Constituição Federal de 1988, no seu artigo 225 garante que é um direito básico, inerente a todo cidadão brasileiro, ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. No entanto, essa não é a realidade vivenciada pela população brasileira que sofre os impactos provocados pelo lixo eletrônico no meio ambiente. Sob essa ótica, a falta de conhecimento público sobre o assunto e a insuficiência legislativa colaboram para a persistência da problemática.
Convém ressaltar, a princípio, a falta de conhecimento público sobre o assunto como um dos entraves para a consolidação de uma solução. Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade das Nações Unidas, cerca de 33% dos brasileiros entrevistados nunca ouviu falar em pontos de descarte de lixo eletrônico e 16% faz o descarte desse material no lixo comum. Nesse contexto, pode-se observar que a falta de informações sobre o assunto é diretamente responsável pelo descarte inadequado desses materiais no meio ambiente e, posteriormente, pelos efeitos negativos desse material no ecossistema, uma vez que uma população desconhece as maneiras corretas de descartar o lixo eletrônico. Nesse sentido, o problema torna-se cada vez mais intrínseco da sociedade.
Outro ponto que merece destaque nessa problemática é a insuficiência legislativa focada na correção da questão do lixo eletrônico no meio ambiente. Conforme a Política Nacional de Resíduos Sólidos de 2010, o descarte dessas substâncias precisa ser realizado de maneira adequada, nos parâmetros securitários regulamentados pela Lei. No entanto, a ausência de fiscalização governamental voltada para o descarte desse material gerou um problema socioambiental, já que a sociedade não está habituada a descartar os eletrônicos da maneira correta, logo, esses materiais químicos e tóxicos continuarão a ser expostos em locais inadequados prejudicando não só o meio ambiente, como também a saúde das pessoas expostas a eles. Dessa forma, o problema cresce e consolida-se cada vez mais.
Portanto, faz-se necessária uma intervenção no que tange a falta de conhecimento público. Assim, o Ministério do Meio Ambiente, em conjunto com ONGs especializadas, deve desenvolver ações que visam a propor uma solução para a falta de conhecimento público sobre o assunto. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da elaboração de vídeos informativos que divulguem e ensinem a maneira correta de descartar lixo eletrônico, bem como seus efeitos prejudiciais ao meio ambiente quando o descarte for realizado de maneira incorreta. É possível, também, a criação de uma “hashtag” para dar visibilidade e identidade a campanha, a fim de mitigar a falta de conhecimento público sobre o assunto. Diante disso, será possível construir um país que se iguale ao proposto pela Constituição.