O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 14/11/2021
O artigo 225 da Constituição prevê o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado a todos os cidadãos. Entretanto, o país se encontra na quinta posição no ranking mundial de produção de lixo eletrônico, ou seja, todo equipamento eletroeletrônico descartado ou obsoleto, e, por consequência, têm sofrido fortes impactos no meio ambiental. Logo, tanto o paradoxo da evolução, o qual têm se desenvolvendo desde a crise de 29, quanto o descarte indevido dos e-lixos são desafios para o equilíbrio ambiental, na atual sociedade contemporânea.
Sob esse viés, é válido destacar a causa da crescente produção desses lixos, que é a obsolescência programada, a qual se caracteriza pelo curto tempo de vida do produto antes mesmo de ser usado. Tal fenômeno foi fruto da nanotecnologia, iniciado pela General Motors, que sofreu bastante com a quebra da bolsa de valores, por vender produtos muito duráveis, e não alimentar uma cultura temporal de consumo. Desse modo, o produto de linha mais recente acaba sendo mais frágil, mesmo que com uma tecnologia mais avançada.
Em segunda instância, é de suma importância frisar também os impactos que estes eletroeletrônicos podem causar no ambiente, caso descartado incorretamente. Tendo em vista que, se os metais pesados presentes na bateria dos aparelhos eletrônicos, como mercúrio e alumínio, são jogados em lugares inadequados, podem acarretar o processo chamado bioacumulação, que consiste na acumulação de compostos químicos no organismo, passada em diante a cada nível trófico de uma cadeia ou teia alimentar. Ademais, esse processo pode causar doenças físicas e mentais, como o caso do Alzheimer, que consiste na presença de alumínio no cérebro. Por conseguinte, é necessário uma melhor coordenação perante o despojo desses materiais tóxicos.
Portanto, o lixo eletrônico causa impactos ao país pela evolução tecnológica que atua em conjunto com consumismo, acarretado pelo fenômeno da obsolescência programada. Por isso, cabe ao Green Eletron, associação criada para coordenar a logística reversa de eletrônicos, junto do Ministério da Educação, fortalecer a cultura de uma reciclagem eletrônica. Tal medida pode ser realizada através de campanhas e propagandas, que incentivem a população a praticarem o manejo correto de seus aparelhos, para que a magnificação trófica não seja ainda mais intensificada desnecessariamente. Com isso, o problema da acumulação de e-lixos no Brasil pode se dissolver.